Norma que regulamenta periculosidade dos vigilantes vai à discussão no MTE

Data de publicação: 25 Jul 2013

O diretor de Organização Política da Nova Central, Fernando Antônio Bandeira, participou nesta terça e quarta-feira (23 e 24 de julho) de reunião que tratou da proposta final da Norma Regulamentadora (NR) 16. O documento será produzido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em conjunto com a bancada dos trabalhadores e empregadores, fazendo referência, entre outras questões, da periculosidade inerente à profissão de vigilante. “É preciso incluir na regulamentação também os profissionais que são contratados para fazer serviço de porteiro e segurança, e que, no entanto também fazem serviço de vigilância, correndo tanto risco quanto os demais trabalhadores”, destacou Bandeira.

O início das discussões para a proposta final NR 16, ocorreu no Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador, no MTE com o Grupo de Trabalho Tripartite (GTT), formado por representantes do governo, dos trabalhadores (Nova Central, CUT, UGT e Força Sindical) e empregadores. O GTT analisou as sugestões na 1ª reunião do grupo com a presença também do Ministério Público, e Fundacentro.

Entre as sugestões apresentadas, e que causou grandes divergências, estava a que trata da atividade de risco apresentada pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) que reconhece como atividade de risco, apenas aquelas exercidas pelos seguranças armados.

Segundo a classe trabalhadora esta proposta além de ser descabida, representa uma afronta aos direitos dos trabalhadores, uma vez que não é o uso de armas que determinará a periculosidade da profissão. Segundo José Boaventura, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV), a afirmação feita pela classe patronal é completamente contra a lei, não tem amparo nenhum. A profissão é de risco e isso não depende de estar armado ou desarmado. “Eles querem contrariar o texto legal e até mesmo as convenções coletivas que eles próprios assinaram, reconhecendo nossa atividade como sendo de risco independentemente do uso de arma de fogo”, destacou.

Os representantes dos trabalhadores defendem também, a inclusão do pessoal de supervisão, de monitoramento eletrônico e de instrução. A luta, agora, é para que o espírito legal seja respeitado e que todos os profissionais de segurança privada recebam seus direitos, independentemente do local que atuam.

O representante do governo federal, Romulo Machado que presidiu a reunião, lembrou ter sido bem proveitoso o encontro para perceber onde não há entendimento, e a partir daí conseguir construir um consenso sobre a questão. Além disso, Romulo aconselhou que todas as bancadas discutam e reflitam com suas bases no sentindo de buscar uma solução adequada para a elaboração do texto.

Logo após a grande vitória alcançada pelos trabalhadores no ano passado (dezembro), quando a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12. 740/12, que prevê o pagamento do adicional de 30% de risco de periculosidade, o próximo passo almejado pelos trabalhadores será a regulamentação da lei.


A próxima reunião foi marcada para o dia 13 de agosto, de 10h às 16h.


Andamento da Regulamentação NR 16

Depois da análise, o GTT conta ainda com o prazo de 120 dias, que podem ser prorrogados por mais 60, para concluir as negociações e apresentar a proposta de regulamentação à Comissão Tripartite Partidária Permanente (CTPP). Após a aprovação em reunião ordinária da CTPP a formulação da NR será publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego no Diário Oficial da União, tornando-se assim, um texto legal, de observância obrigatória por parte de todos os setores econômicos.



A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top