Ministro descarta negociar fator previdenciário e jornada de 40 horas
Data de publicação: 21 Maio 2013
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, informou que o governo pretende negociar com as centrais sindicais os pontos com solução mais rápida. Segundo ele, a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário ainda são questões que precisam de mais tempo para serem resolvidos.A próxima reunião entre governo e centrais sindicais será no dia 11 de junho, quando se espera uma posição da Presidência sobre a regulamentação do trabalho doméstico, embora já se saiba que a presidente Dilma Rousseff vai deixar esta questão para o Congresso. De acordo com o ministro, o governo não tem ainda uma posição definida sobre jornada de trabalho e fator previdenciário, embora continue estudando os dois pontos, por isso preferiu não incluí-los na atual pauta de negociação.
“ Nós temos que nos centrar em pontos que ajudem o país a sair da atual crise, que nos ajudem a aumentar nossa atividade econômica, e houve um acordo das centrais, sem prejuízo de que elas continuem insistindo nesse ponto", disse o ministro, após cerimônia de posse da nova diretoria do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).
Para o governo, uma das questões importante é a rotatividade da mão de obra, que é muito grande no país e tem ônus para o Estado no pagamento do seguro-desemprego, e também a "informalização" do trabalho, com muitas pessoas trabalhando sem carteira assinada.
Para o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, a classe trabalhadora não abre mão negociar o fim imediato do fator previdenciário e a implantação da jornada de 40 horas de trabalho sem redução de salário.



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