Funpresp: futuro incerto para aposentadoria do servidor público federal

Data de publicação: 7 Fev 2013

O novo fundo de previdência de servidores públicos já está valendo. No novo modelo o servidor público não poderá receber ao se aposentar, o salário integral. Assim, quem entrar no serviço público ganhando acima do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente em R$ 4,1 mil, deverá contribuir para o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe).

Com a criação do Regime de Previdência Complementar, que é privado, com caráter facultativo, o valor das aposentadorias e pensões no serviço público civil deixará de ser integral ou de ter por base de cálculo a totalidade da remuneração, e ficará limitado ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Assim, para fazer jus a esse benefício limitado ao teto o servidor contribuirá com 11% até esse limite. Essa regra valerá obrigatoriamente, para todos os servidores que ingressarem no serviço público após a instituição do fundo.

As entidades sindicais avaliam que a instituição da previdência complementar no serviço público, além de causar apreensão e até angústia com relação ao futuro de suas aposentadorias, significando a privatização de parte do Regime Próprio, feri o Estado de Direito, desestimula o ingresso de profissionais qualificados no serviço público, fragilizando as carreiras de Estado, gerando a quebra de solidariedade entre as gerações de servidores, e o que é pior, não resolve o problema de caixa do Regime Próprio, deixando de garantir aposentadoria digna para os futuros servidores.

Assim, para receber mais que o teto, os trabalhadores deverão contribuir para o fundo complementar, que pagará uma aposentadoria extra a partir de 35 anos de contribuição. Atualmente, o servidor contribui com 11% sobre o salário total, e a União com 22%. Quem se aposentou antes de 2003 recebe o salário integral. Para quem ingressou no serviço público a partir deste ano, o benefício é calculado, com base na média de 80% das maiores contribuições.

O fundo deverá ser estruturado na forma de fundação com personalidade de direito privado com um conselho deliberativo, conselho fiscal e uma diretoria-executiva. O Presidente da República irá nomear esses membros, sendo que a União fará um aporte financeiro de até R$ 50 milhões a título de adiantamento de contribuições futuras.

Por ser uma iniciativa do Poder Executivo, o fundo pretende reduzir o déficit da Previdência que fechou 2012 em mais de R$ 60 bilhões, atendendo menos pessoas, gerando um resultado negativo muito maior do que o INSS, que teve déficit de aproximadamente R$ 40 bilhões no ano passado, é o que justifica o governo federal, para a criação do Funpresp-Exe, que nada mais é do que um retrocesso para a categoria dos servidores públicos do Executivo.




A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top