Fórum Social vai debater efeitos da globalização sobre o mundo do trabalho

Data de publicação: 16 Jan 2013

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) deliberou que não vai participar do oficialmente do Fórum Social Mundial Temático que será realizado em Porto Alegre no período de 26 a 31 de janeiro. A CUT alegar a existência de propostas desconectadas da agenda global de contraponto ao neoliberalismo do  Fórum Econômico Mundial de Davos, que se reúne anualmente.
A CUT
 ressalta que há uma institucionalização do Fórum pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre (RS) e destaca que o tema deste ano deveria estar relacionado com a crise econômica mundial que assola a Europa e arrebata os trabalhadores, e não com a sustentabilidade, como já fizemos na edição de 2012 e na Rio+20”, alega. A entidade só retorna ao fórum em 2014.

De acordo com o documento redigido pelos idealizadores do Fórum Social Mundial em 2001, primeira edição do evento em Porto Alegre, apesar de aberto para pluralidade de ideias, o FSM “articula e reúne somente entidades e movimentos da sociedade civil, mas não pretende ser uma instância representativa”, embora receba apoio financeiro e material do poder público, municipal, estadual e federal.

As alternativas propostas no Fórum Social Mundial contrapõem-se a um processo de globalização comandado pelas grandes corporações multinacionais com apoio de governos e instituições, nacionais e interncionais.  A filosofia do movimento é de pleitear uma  globalização solidária que respeite os direitos humanos universais a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos”.
O presidente da Nova Central do Rio Grande do Sul, Walter Souza, observa que, na verdade, o problema da CUT é com disputa de espaço. "Nós queremos debater as graves questões que afligem a classe trabalhadora, aprofundar o debate sobre o meio ambiente, mas, na visão da classe trabalhadora, como faz a Nova Central", disse.
O fato é que a CUT sempre teve a hegemonia na condução do Fórum Social de Porto Alegre, em relação às demais centrais sindicais. Neste ano houve um equilíbrio na participação das centrais na organização do evento, prática que a CUT não está acostumada.
Segundo Walter, muitos temas do Fórum Social 2013 estão relacionados com as condições de trabalho e outras lutas importantes do Mundo do Trabalho. "Seria o momento de um forte unidade entre as centrais sindicais para fortalecer a luta unificada por melhores condições de trabalho, salário digno, proteção social, jornada de 40 horas, fim do fator previdenciário,  
O Fórum Social Temático 2013 ocorrerá de 26 a 31 de janeiro, com várias atividades na Assembleia Legislativa do RS, Usina do Gasômetro, Parque da Harmonia, Largo Zumbi dos Palmares (Epatur), Escola Estadual Rio Grande do Sul, Casa de Cultura Mário Quintana, Anfiteatro Pôr-do-Sol e Memorial do Rio Grande do Sul.

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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