As centrais sindicais NCST, CTB, Força e UGT, divulgaram uma nota de apoio aos 1,5 mil trabalhadores da General Motors (GM) de São José dos Campos, interior de São Paulo, ameaçados de demissão em massa " /> As centrais sindicais NCST, CTB, Força e UGT, divulgaram uma nota de apoio aos 1,5 mil trabalhadores da General Motors (GM) de São José dos Campos, interior de São Paulo, ameaçados de demissão em massa ">

Centrais divulgam nota de apoio aos 1,5 mil ameaçados de demissão

Data de publicação: 30 Jul 2012

Os metalúrgicos da GM têm enfrentado um cenário de medo e incertezas com a ameaça de fechamento de postos de trabalho, com a alegação da empresa de redução da produção no setor do MVA, onde são fabricados os modelos Corsa, Classic, Zafira e Meriva. Já fechou o 2º turno do setor e encerrou a produção da Zafira.

Na nota as centrais sindicais lembram que a atitude da empresa representa descumprimento do acordo firmado pelas montadoras com o Governo Federal. Quando foi anunciado o pacote de incentivos fiscais para o setor, o Ministério da Fazenda determinou que as indústrias beneficiadas não poderiam demitir.

Para piorar a situação, na manhã da última terça-feira (24), os trabalhadores foram surpreendidos com a decisão da empresa de impedir a entrada de todos na fábrica. As oito fábricas que compõem o complexo industrial da cidade amanheceram de portas fechadas.

Confira abaixo a nota das centrais:

As centrais sindicais NCST, Força Sindical, CTB e UGT repudiam a atitude da GM que pretende demitir 1,5 mil trabalhadores e decidiu manter 7,5 mil funcionários em licença remunerada na fábrica em São José dos Campos, interior de São Paulo.

A GM foi beneficiada com o corte do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) feito pelo governo para ajudar recuperar as vendas dos automóveis e manter os empregos.

Agora, a montadora rompe o acordo, promove locaute (lockout) e ameaça demitir em massa, recurso condenável e muito usado no passado, quando não havia tantas negociações entre capital e trabalho.

As centrais se solidarizam com os trabalhadores e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A solução para o impasse virá unicamente pela via da negociação, que tem de ser aberta, o quanto antes, pela montadora.


Wagner Gomes

Presidente da CTB


Miguel Torres

Presidente em exercício da Força Sindical


José Calixto

Presidente da NCST


Ricardo Patah

Presidente da UGT

 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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