Debate da Rio+20 deve prosseguir no FST 2013, em Porto Alegre
Data de publicação: 26 Jul 2012A decisão de reagrupar o movimento social na próxima realização do Fórum Social Temático - seis meses após a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no mês de janeiro de 2013, em Porto Alegre - foi bem vista pelas centrais sindicais brasileiras.
Nova Central, Força Sindical, UGT e CTB atuaram conjuntamente no evento, desde a audiência pública ocorrida na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, dia 11 de junho, quando apresentaram documento unitário intitulado Desenvolvimento Sustentável com Trabalho Decente, posteriormente lido na Assembléia Sindical Internacional, que teve lugar no Hotel Windsor Guanabara entre os dias 11 a 13 de junho.
A Conferência, realizada de 13 e 22 de junho, e marcou os vinte anos do acontecimento da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Todavia, o objetivo declarado de renovar compromisso dos governos mundiais com políticas para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso e as lacunas com relação a essa questão não se concretizou. Não houve acordo entre os governos sobre tais temas.
Era notória a descrença das centrais sindicais brasileiras em avanços concretos na Rio+20. A Conferência vinha sendo conduzida pela ONU de forma sigilosa, sem participação ou consulta à sociedade civil. Grupos de composição de consenso foram cooptados para algumas atividades periféricas, mas, a representação efetiva da classe trabalhadora e da sociedade civil esteve afastada mesmo de informações básicas. Não foram garantidos espaços para que a sociedade civil pudesse falar e ser ouvida.
Nova Central, Força Sindical, UGT e CTB atuaram conjuntamente no evento, desde a audiência pública ocorrida na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, dia 11 de junho, quando apresentaram documento unitário intitulado Desenvolvimento Sustentável com Trabalho Decente, posteriormente lido na Assembléia Sindical Internacional, que teve lugar no Hotel Windsor Guanabara entre os dias 11 a 13 de junho.
A Conferência, realizada de 13 e 22 de junho, e marcou os vinte anos do acontecimento da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Todavia, o objetivo declarado de renovar compromisso dos governos mundiais com políticas para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso e as lacunas com relação a essa questão não se concretizou. Não houve acordo entre os governos sobre tais temas.
Era notória a descrença das centrais sindicais brasileiras em avanços concretos na Rio+20. A Conferência vinha sendo conduzida pela ONU de forma sigilosa, sem participação ou consulta à sociedade civil. Grupos de composição de consenso foram cooptados para algumas atividades periféricas, mas, a representação efetiva da classe trabalhadora e da sociedade civil esteve afastada mesmo de informações básicas. Não foram garantidos espaços para que a sociedade civil pudesse falar e ser ouvida.
Emprego Verde só com carteira assinada, proteção social e valorização do trabalho.
É grande rejeição da proposta da ONU para a implantação de um modelo de Economia Verde, em todos os países. Mas, afinal, o que a Economia Verde?
Estudiosos apontam interesses dos grandes monopólios internacionais nessas propostas. A chamada Economia Verde pode criar dificuldades para países em desenvolvimento, como o Brasil para utilizar os próprios recursos naturais para o seu crescimento. Não há compromisso explícito com as condições de trabalho, mas uma orientação para que tudo seja facilitado para as agências da ONU coordenarem os programas de implantação da economia verde.
O que se nota é uma tendência inevitável de intervenção da ONU na soberania das nações em nome do desenvolvimento sustentável. Até intervenções militares poderão ser justificadas como defesa da sustentabilidade.
É a proposta de uma nova hegemonia do capital. Um passo arriscado para o colapso. A proposta de Economia Verde vislumbra um cenário de submissão dos países às políticas fiscais e monetárias do Banco Mundial e do FMI e às crises sistêmicas do capitalista.
FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO - As centrais aliadas vem se preparando para esse debate nas reuniões do movimento social, especialmente do Fórum Social Temático 2012, realizado em Porto Alegre, oferecendo uma visão crítica contra a intervenção estrangeira na soberania dos países, propondo um modelo de crescimento baseado na valorização do trabalho, distribuição de renda e justiça social.
Não admitimos que os empregos verdes representem a terceirização indiscriminada da mão-de-obra, a falta de cobertura social ou salários indignos. Os documentos oficiais da ONU não pregam a valorização do trabalho, mas exigem submissão aos compromissos de austeridade sustentável para cumprir os interesses de grandes monopólios e o reino do capital.
Valter Souza é presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Rio Grande do Sul, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário do estado (Feticom/RS) e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre (Sticc).
O que se nota é uma tendência inevitável de intervenção da ONU na soberania das nações em nome do desenvolvimento sustentável. Até intervenções militares poderão ser justificadas como defesa da sustentabilidade.
É a proposta de uma nova hegemonia do capital. Um passo arriscado para o colapso. A proposta de Economia Verde vislumbra um cenário de submissão dos países às políticas fiscais e monetárias do Banco Mundial e do FMI e às crises sistêmicas do capitalista.
FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO - As centrais aliadas vem se preparando para esse debate nas reuniões do movimento social, especialmente do Fórum Social Temático 2012, realizado em Porto Alegre, oferecendo uma visão crítica contra a intervenção estrangeira na soberania dos países, propondo um modelo de crescimento baseado na valorização do trabalho, distribuição de renda e justiça social.
Não admitimos que os empregos verdes representem a terceirização indiscriminada da mão-de-obra, a falta de cobertura social ou salários indignos. Os documentos oficiais da ONU não pregam a valorização do trabalho, mas exigem submissão aos compromissos de austeridade sustentável para cumprir os interesses de grandes monopólios e o reino do capital.
Valter Souza é presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Rio Grande do Sul, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário do estado (Feticom/RS) e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre (Sticc).
Fonte: NCST/RS





A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) participou, nesta quinta-feira (13), da Solenidade de Divulgação da RAIS Mensalizada, realizada no Auditório do Ministério do Trabalho, em Brasília.




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