“1º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida” do Rio Grande do Sul cumpriu o papel de buscar soluções para diminuir os riscos de morte na construção civil

" /> “1º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida” do Rio Grande do Sul cumpriu o papel de buscar soluções para diminuir os riscos de morte na construção civil

">

Nova Central realiza Seminário sobre segurança do trabalho, em Porto Alegre

Data de publicação: 19 Abr 2012



O "1º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida", promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre, cumpriu o papel de reunir o setor e buscar soluções para diminuir os riscos de vida na construção civil. O encontro, realizado dia 17/04, no auditório da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), em Porto Alegre, atraiu número expressivo de participantes nos dois turnos, confirmando a expectativa dos organizadores.

A importância do tema e da própria categoria se afirmou já na solenidade de abertura do evento, nas presenças do auditor fiscal Gianfranco Pampalon, representante do ministro do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto dos Santos Pinto; Luiz Augusto Lara, titular da Secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (STCAS), em nome do governador Tarso Genro; Pompeo de Mattos, secretário do Municipal do Trabalho, representando o prefeito da Capital, José Fortunati, e o vereador Mauro Zacher, presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, além da representação das entidades promotoras do encontro.

A qualidade dos painelistas e convidados trouxe conteúdo ao debate, devido às colocações e exemplos que cada um acrescentou aos depoimentos apresentados à atenta platéia formada por técnicos em segurança no trabalho, cipeiros, construtores, sindicalistas do campo profissional, patronal, e estudantes dos cursos de engenharia e arquitetura. 

Gianfranco Pampalom, do (MTE), que falou da inspeção do trabalho na construção civil, declarou que ao encontrar atividade de risco, a determinação do Ministério é de que seja interditada ou embargada a obra, até que os problemas sejam sanados.

Também Luisa Tânia, engenheira Civil e de Segurança, consultora e ex-auditora fiscal do MTE, afirmou em sua palestra que as relações de trabalho vão além da questão salarial, defendeu a mudança da mentalidade de todos e também do Estado, com investimentos e educação básica e de qualidade, criando um censo de respeito à própria integridade do trabalhador, que – na opinião dela - não deve se submeter à condição precária de trabalho, atuando como verdadeiro fiscal.

SEGURANÇA NO TRABALHO COMEÇA EM CASA - Cintia Schreiner, do Grupo Gerdau, falou que existe um crescente número de acidentes dos trabalhadores que possuem motocicleta e cuja ocorrência afeta a realização do trabalho e a vida do empregado. Ela foi enfática ao dizer que os cuidados com a segurança devem começar no lar do trabalhador e seguir no trajeto de casa ao trabalho e vice-versa.

Rui Muniz, engenheiro de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), diretor da Associação Gaúcha de Manutenção Predial e membro da Inspetoria Industrial do Conselho Regional de Engenharia do Rio Grande do Sul (CREA/RS), recomendou que a manutenção devesse fazer parte de todas as estruturas, garantindo as funções originais do prédio e de segurança e saúde, assim como ambiental.

Para Nilson Laucksen, vice-presidente do Sindicato dos Técnicos em Segurança no Trabalho do estado (Sinditest/RS), o técnico em segurança do trabalho deve ser mais ouvido pelos construtores, principalmente no momento do planejamento e programação da obra, antes que ela comece e que o risco se instale, trazendo a visão prevencionista e não fiscalizatória. Ele deve participar não somente para cobrar, mas para auxiliar a produção e não porque há situações de risco.

Outro diferencial do seminário foi a presença de quatro jornalistas renomados na mediação dos debates. João Garcia, jornalista do STICC e da Rede Bandeirantes; André Machado, do Grupo RBS, Felipe Vieira, da Rede Record, e Nilton Fernando, da Rede Pampa, trouxeram para o debate o tom dos programas que apresentam em suas emissoras, trazendo a credibilidade que o assunto precisa alcançar junto à coletividade.

O sucesso da realização e a grande procura por inscrições fez com que o STICC já pense em nova edição, conforme comentou o presidente da entidade, Valter Souza, que também preside a Nova Central Sindical de Trabalhadores no Rio Grande do Sul. Ele palestrou sobre “Precarização do Trabalho na Construção Civil” e acusou alguns empreiteiros de agir com falta de zelo à vida humana.    

Fonte: NCST/RS 

 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top