80% dos mortos em acidentes de trabalho são terceirizados Participantes de debate pedem mudanças na legislação que garantam segurança jurídica a empregados de prestadoras de serviços Vera Lêda, representou a Nova Central e a Contratuh na Comissão de Direitos Humanos (CDH) 

" /> 80% dos mortos em acidentes de trabalho são terceirizados Participantes de debate pedem mudanças na legislação que garantam segurança jurídica a empregados de prestadoras de serviços Vera Lêda, representou a Nova Central e a Contratuh na Comissão de Direitos Humanos (CDH) 

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Audiência Pública no Senado Federal debate terceirização do trabalho no país

Data de publicação: 9 Abr 2012




Quatro em cada cinco mortes por acidente de trabalho no Brasil ocorrem com empregados de prestadoras de serviço. Números como esse, sobre a contratação de trabalhadores terceirizados no país, foram discutidos (04/04) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Sebastião Vieira Caixeta, em cada dez acidentes de trabalho, oito ocorrem em empresas que utilizam mão de obra terceirizada. 

O presidente da CDH, Paulo Paim (PT-RS), classificou tais informações como "preocupantes e inacreditáveis". Os debatedores apontaram a necessidade de a terceirização ser regida por uma legislação mais eficiente que a atual, com segurança jurídica para o trabalhador e para a empresa, e com integral respeito ao que dispõe a Constituição federal na garantia dos direitos fundamentais da pessoa humana.

Caixeta afirmou que o sistema de terceirização no Brasil é conhecido por tornar precário o vínculo empregatício, além de inferiorizar, do ponto de vista social, o empregado — sem falar da imposição de jornadas de trabalho exaustivas.

Já a consultora jurídica da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental, Celita Oliveira Sousa, disse que o mais preocupante no momento é a "irresponsabilidade de administradores públicos", como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, que terceirizam o trabalho e não fazem o pagamento em dia para as empresas. 

Calote

O presidente da Federação Interestadual dos Vigilantes (FITV), Vicente Lourenço de Oliveira, afirmou que brechas na legislação atual têm favorecido o "calote oficial" das empresas de terceirização sobre o trabalhador. Na opinião dele, além de aperfeiçoar a legislação, é preciso conscientizar os setores empresariais para melhorar as condições de trabalho do empregado terceirizado. 

O deputado Laercio Oliveira (PR-SE), ex-presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental, defendeu a terceirização plena, alegando que esse é um setor "que vem trabalhando de forma cada vez mais idônea e competente". Para o deputado, o fundamental agora é discutir a segurança jurídica desse setor, "para que ele continue avançando". 

Fonte: Agência Senado
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