BOMBEIROS PROTESTAM CONTRA BAIXOS SALÁRIOS NA ALERJ

Data de publicação: 12 Maio 2011

Mais de 2 mil bombeiros, policiais militares e civis protestaram na última terça-feira (10/5), em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, contra os baixos salários pagos pelo estado aos integrantes da segurança pública. O protesto em apoio aos bombeiros militares que recebem R$ 950 p/mês teve origem em 17 de abril quando um grupo de praças iniciou uma caminhada na Praia de Copacabana, reivindicando 100% de aumento e melhores condições de trabalho. Em decorrência do movimento, 36 soldados, cabos e sargentos do Grupo Marítimo de Salvamento – GMAR – para quartéis de combate ao fogo da Baixada Fluminense e de outros lugares da região metropolitana, alegando que havia necessidade de pessoal nestas áreas.

– Somos os bombeiros com o pior salário do país – diz Nilo Guerreiro, presidente da Associação dos Cabos e Soldados do Corpo de Bombeiros – Pedimos para falar com o nosso comandante geral, coronel Pedro Machado, e ele nos ignora. O governador, por sua vez, também não nos recebe de maneira nenhuma, critica Guerreiro.
O SINPOL participou do protesto e reivindicou a redução das parcelas do reajuste de 70%, de 48 para 12 vezes, além da construção da Policlínica da Polícia Civil no Estácio, prometida na administração do ex-chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, em consequência da desativação do Hospital José da Costa Moreira, na Praça Mauá.
Estiveram presentes bombeiros de Campos, Barra Mansa, Friburgo, Cabo Frio, Angra dos Reis, policiais militares e civis da capital. Poucos deputados compareceram para prestar apoio aos bombeiros, entre eles Paulo Ramos (PDT), Flávio Bolsonaro (PP) e a enfermeira Rejane (PCdoB).
Fernando Bandeira, presidente do SINPOL, destacou a organização da mobilização e ressaltou que o movimento é justo, pois não se concebem salários tão baixos para profissionais que arriscam a vida para salvar outras: “Vivemos em um regime democrático, a greve é um instrumento legítimo de luta, e profissionais não podem ser punidos em razão de protestos”.
Após o protesto em frente à Alerj, os manifestantes seguiram em passeata pela Rua 1º de março até a Igreja da Candelária – e de lá prosseguiram pela Av. Rio Branco, retornando para a Assembléia Legislativa.
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