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SEM ACORDO VIGILANTES DO RJ CONTINUAM EM GREVE

Data de publicação: 28 Abr 2011


28/04/2011 - EM TODO ESTADO 300 BANCOS FECHADOS PELA GREVE DOS VIGILANTES

A greve dos vigilantes iniciada no dia 23 de março em Campos dos Goytacazes prossegue em todo estado. No Rio, cerca de 40 bancos fecharam hoje nas avenidas Rio Branco, Presidente Antônio Carlos, e ruas da Assembléia, México e Sete de Setembro.
 
A maioria das agências fechadas foi do Santander e HSBC que continuarão fechadas nesta quinta-feira. Nessas agências os gerentes estão liberando os vigilantes e funcionando apenas internamente com um segurança, conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que determina que permaneça um terço dos vigilantes na agência para assegurar a integridade dos funcionários.

No Norte e Noroeste os 52 bancos estão fechados há 33 dias. Algumas agências de Campos abriram na segunda e terça baseada numa liminar concedida pela 1ª Vara Cível do município. No entanto, após denúncias do sindicato campista, a Polícia Federal começou autuar várias agências que insistiram abrir as portas somente com um vigilante, desrespeitando o plano de segurança bancária, previsto na Lei Federal 7.102/83.

Na região de Macaé, os 37 bancos estão funcionando internamente apenas para compensação de cheques. Amanhã, os bancos da Região dos Lagos continuam fechados, principalmente em Cabo Frio, Araruama, Saquarema e São Pedro da Aldeia. Na Serra, as 26 agências também estão fechadas em Nova Friburgo e região. No Sul Fluminense a situação não é diferente: as agências bancárias permanecem fechadas em Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Piraí, Barra do Piraí, Valença, entre outros municípios. Lotéricas também estão fechadas porque não há como guardar valores nas lojas com os bancos paralisados.

De acordo com a Federação dos Vigilantes do Estado do Rio, mais de 300 agências bancárias estão sem funcionar em todo estado por conta da greve.

Como não houve acordo com o sindicato patronal, o índice de reajuste dos vigilantes vai ser julgado e definido dentro de 30 dias pelo TRT.

Os trabalhadores reivindicaram 10% acima da inflação, além de R$ 15 no tíquete refeição, enquanto o sindicato das empresas de segurança ofereceu de reajuste apenas 1,5%, mais R$ 0,60 centavos no auxílio alimentação que subiria de R$ 8,20 para R$ 8,80.

Quando o aumento for definido pela Justiça do Trabalho será retroativo a março, data base da categoria.

Cláudio José Alves
Assessor de Imprensa



19/04/2011 - RJ - SEM ACORDO VIGILANTES TERÃO ÍNDICE DE REAJUSTE JULGADO PELO TRT

Não houve acordo na segunda audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio, entre o sindicato das empresas de segurança, sindicato dos bancos e os Sindicatos de Vigilantes do Rio, Campos, Macaé, Nova Friburgo, Volta Redonda, além da Federação estadual da categoria. A greve que teve início em Campos dos Goytacazes no dia 23 de março se alastrou por várias regiões do estado com o fechamento de cerca de 300 agências bancárias. Em Campos, Macaé e Friburgo os bancos estão funcionando internamente apenas para compensação de cheques, sem atender os clientes. Apenas os caixas eletrônicos estão liberados. No Sul Fluminense, mais de 80% das agências estão paralisadas.

O desembargador Carlos Alberto Araújo Drummont, vice-presidente do TRT, propôs que a greve fosse suspensa por 15 dias para que nesse prazo as partes voltassem a negociar. O presidente do sindicato das empresas, Frederico Câmara, não concordou e quis através de uma liminar obrigar os grevistas a manter o quantitativo mínimo de dois vigilantes para que agências fechadas pudessem abrir as portas.

Greve continua e TRT determina um vigilante por agência bancária
No entanto, o Ministério Público do Trabalho e os juízes do TRT / RJ determinaram que no mínimo um vigilante seja mantido em cada agência para que a greve ocorra dentro da legalidade – o que já acontece nos municípios das Regiões Norte e Noroeste, Região Serrana, dos Lagos e Sul Fluminense, onde os bancos estão paralisados devido à greve dos vigilantes. O sindicato das empresas de segurança manteve a mesma proposta inicial de 1,5% de reajuste acima da inflação, enquanto os sindicatos grevistas reivindicam 10% sobre a reposição inflacionária. A data base dos profissionais de segurança é março.

O presidente da Federação Estadual dos Vigilantes, Fernando Bandeira, disse que diante da intransigência do sindicato patronal em reabrir as negociações com a suspensão da greve proposta pelo Tribunal do Trabalho, os sindicatos vão agora negociar em separado com cada empresa de vigilância, sobretudo por que se tem notícia de que 200 vigilantes do Consulado Americano no Rio foram reajustados em 10%, mesmo índice reivindicado pelos sindicatos grevistas.

A greve continua até o julgamento do dissídio coletivo que será instaurado na próxima segunda-feira pelo Tribunal Regional do Trabalho, quando a Justiça Trabalhista determinará o índice de reajuste da categoria que tem 50 mil vigilantes registrados na DELESP em todo estado.


Vigilantes fizeram protesto com as mãos acorrentadas

Nas escadarias do Tribunal Regional do Trabalho, os vigilantes da capital, interior e Baixada Fluminense, fizeram um protesto com as mãos acorrentadas, denunciando o regime de semi-escravidão a que estão submetidos pelas empresas de segurança – Eles exigiram melhores condições salariais e de trabalho. Vários postos de trabalho são insalubres e desumanos como a sala de segurança do Aeroporto Santos Dumont e do Shopping Rio Sul.

Hoje, o piso de R$ 800 do estado maior produtor de petróleo do país, está abaixo de outros estados como Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Goiás, Pará, Acre e Amapá.

Cláudio José Alves
Assessor de Imprensa


Em 11/04/2011

A greve de vigilantes – que começou em Campos há 17 dias – provocou também o fechamento dos bancos do Rio de janeiro hoje terça-feira (12). A decisão foi tomada após mesa redonda no Ministério do Trabalho entre a Federação da categoria e o sindicato das empresas de segurança na última quarta-feira (6). O sindicato patronal manteve a proposta inicial de 1,5% de aumento. Os vigilantes reivindicam 10% de reajuste acima da inflação do período, além da diminuição do desconto do tíquete refeição de 20% para 5%, entre outros itens. A data base é março.

A paralisação do funcionamento de agências bancárias teve início no Norte e Noroeste do estado, atingindo ainda a Região Serrana, Região dos Lagos e da Baixada Fluminense. Nesta segunda (11) a greve chegou a Volta Redonda e Região Sul Fluminense, onde os bancos amanheceram fechados. No total 125 bancos deixaram de funcionar nos municípios de Campos, Macaé, Nova Friburgo, Araruama e Rio das Ostras.

Em Campos, o Ministério Público do Trabalho considerou a greve legal, durante reunião entre sindicato local, Federação da categoria e sindicato patronal, não permitindo que as 52 agências bancárias abrissem ao público se não tiverem no mínimo dois vigilantes – conforme determina a Lei Federal 7.102/83. No entanto, o MPT permitiu acordo em que os bancos funcionassem internamente com um vigilante, apenas para a compensação de cheques e outros papéis.

A mesa redonda entre o Sindicato das Empresas de Segurança e a Federação dos Vigilantes do Rio para negociar o fim da greve da categoria – que teve início em Campos no dia 23 de março – acabou sem acordo na ultima quarta-feira (6), no Ministério do Trabalho. O movimento grevista, sobretudo, ganhou força e chegará ao Sul Fluminense às cidades de Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Barra do Piraí, Piraí e Pinheral.

De acordo com a Federação, 125 agências bancárias estão fechadas por causa da paralisação que já dura 20 dias no Norte e Noroeste do estado. Falta dinheiro em caixas eletrônicos que não são abastecidos. .A greve atingiu também municípios da Região Serrana, Região dos Lagos e Baixada Fluminense. Apenas em Campos, 52 bancos não estão em funcionamento por falta de vigilantes.

Uma agência bancária foi autuada ontem pela Polícia Federal, no Centro de Campos, quando insistiu funcionar com apenas um vigilante vindo de Minas Gerais, desrespeitando a Lei Federal 7.102/83 que prevê no mínimo dois vigilantes para o banco abrir. A agência que pertence ao Itaú foi interditada pelos agentes federais. O vigilante foi preso.

"No Rio e Volta Redonda vamos manter um percentual de 20% a 30% dos profissionais de segurança”, disse Fernando Bandeira, presidente da Federação da categoria. “Isso vai afetar drasticamente o dia a dia da cidade. Vamos observar os limites legais e poupar setores importantes, como hospitais, para não gerar o caos no Rio", afirma Bandeira.

A Federação reivindica um reajuste salarial de 10% acima da inflação do período. O sindicato patronal manteve a proposta inicial de apenas 1,5%. A data base dos vigilantes é março.

Cláudio José Alves
Assessor de Imprensa
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