Capacidade produtiva da indústria cai e destrói os melhores postos de trabalho

Data de publicação: 5 Maio 2020



Sem plano de reconversão ou reposicionamento, desindustrialização avança e governo mostra não ter planos nem para tempos de pandemia, nem para depois




Capacidade ociosa na indústria é a maior em quase 20 anos



A crise econômica decorrente da pandemia de coronavírus levou a indústria brasileira a registrar o seu menor patamar de ocupação em pelo menos 20 anos. O contexto atual agrava a trajetória de redução da capacidade industrial e da importância do setor no PIB brasileiro. O problema, segundo o Dieese, é que o governo federal não tem planos, nem no curto, nem no longo prazo. A crise econômica decorrente da pandemia de coronavírus levou a indústria brasileira a registrar o seu menor patamar de ocupação em pelo menos 20 anos. O contexto atual agrava a trajetória de redução da capacidade industrial e da importância do setor no PIB brasileiro. O problema, segundo o Dieese, é que o governo federal não tem planos, nem no curto, nem no longo prazo.

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (4) pela Fundação Getulio Vargas aponta que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) atingiu 57,5%, em abril. É menor valor da série histórica iniciada em janeiro de 2001. Vestuário, couros e calçados, além de veículos estão entre os seguimentos mais afetados do setor.

Para o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, a queda na capacidade industrial já era esperada, em função da pandemia. Por conta do isolamento social, as pessoas consomem menos, e decisões para a aquisição de produtos acabam sendo adiadas.

“O que preocupa é que a indústria já vinha em queda já muito tempo, perdendo participação no PIB. Agora esse processo deve se intensifica. Empresas começam a quebrar, fechar e desaparecer. Assim, a capacidade produtiva vai diminuindo”, afirmou na Rádio Brasil Atual, nesta terça-feira (5).

Na década de 1980, a participação industrial era de 30% do PIB e, atualmente, é de apenas 10,4%. 


Sem saída


Uma das estratégias para fortalecer o setor, no curto prazo, seria a adoção de planos de reconversão industrial. Cadeias de produção sofreriam alterações para atender a demanda decorrente da pandemia, produzindo máscaras, respiradores, dentre outros insumos hospitalares e farmacêuticos.

No longo prazo, diversos países discutem trazer de volta para as suas próprias fronteiras indústrias que foram movidas para outros países, como a China, em função do custo da mão de obra. O Japão, por exemplo, está investindo mais de US$ 1 trilhão renacionalizar parte da sua produção, segundo Fausto.

“Estamos num desses momentos que devem mudar muito a economia global. O Brasil devia estar preparado. É bastante assustador observar como o governo federal hoje desconsidera tudo isso. Como não existe planejamento e organização sequer para lidar com a pandemia, menos ainda nessa discussão estrutural.” Na ausência do governo, trabalhadores, empresas e a sociedade civil devem estar à frente dessas discussões, segundo o diretor do Dieese.


Assista ao comentário:








Fonte: Rede Brasil Atual - RBA 

 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top