Entidades querem compromisso de candidatos contra 'entulho autoritário'

Data de publicação: 28 Set 2018


Coletivos lembram que recomendações da Comissão Nacional da Verdade, por exemplo, não foram aplicadas.



Comissão da Verdade entrega a Dilma Rousseff seu relatório final, em 2014: recomendações não foram implementadas



Entidades que atuam na área de direitos humanos querem que os candidatos a cargos eletivos neste ano assumam compromisso por decisões no sentido de remover o chamado "entulho autoritário", medidas do período da ditadura. A plataforma será divulgada nesta sexta-feira (28), em São Paulo, em evento com ex-presos políticos, integrantes de comissões e comitês da verdade, associações de anistiados e outros movimentos.

"Existem muitas iniciativas de grupos e comissões da verdade para continuar as tarefas assumidas desde a década de 1970 pelo movimento de familiares de presos e desaparecidos políticos na luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. Essa trajetória pareceu ter seu ponto alto nas conclusões da Comissão Nacional da Verdade (CNV). As recomendações da Comissão, no entanto, ficaram sem aplicação. A CNV trabalhou com os eixos de memória e verdade. Cabe, agora, construir apoio popular para as tarefas de justiça e reparação", afirmam as entidades.


A chamada Plataforma de Justiça de Transição, que segundo os organizadores já tem centenas de assinaturas, destaca quatro medidas:


1. Recomendações da Comissão Nacional da Verdade

2. Decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) nos casos Gomes Lund e Herzog (o Brasil foi condenado em ambos)

3. Apreciação dos requerimentos de anistia  

4. Promoção e/ou conclusão de memoriais e locais de memória política



"O objetivo destas recomendações é servir de referência para candidatos, sociedade civil e movimentos sociais nas eleições do corrente ano, devido à grave crise política que o país se encontra", dizem as entidades. Para tanto, seu conteúdo se restringiu apenas a recomendações já existentes em documentos oficiais do Estado brasileiro, como as recomendações da Comissão Nacional da Verdade (CNV), do Relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), em sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH) e, por fim, em outras experiências internacionais (especialmente latino-americanas e africanas)."

Mas acrescenta que o documento "é também um esforço de médio e longo prazo", que vai além das eleições. "Isso porque seu conteúdo e a realidade brasileira exigem dispêndios permanentes de indivíduos e grupos, sociedade e Estado, para enfrentar o legado de violações aos direitos humanos e interromper a permanência dessas violações. E, dessa maneira, construir um efetivo Estado Democrático de Direito para todas brasileiras e todos brasileiros".




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top