Ninguém parte para austeridade com economia desacelerada, diz professor da Unicamp

Data de publicação: 14 Ago 2018


Para analistas, políticas de austeridade prejudicam os trabalhadores e o país. Evento realizado em São Paulo também analisou propostas dos presidenciáveis.



'Todos nós sabemos que isso, ao invés de resolver, agrava os problemas da economia', diz economista sobre teto de gastos



Economistas e pesquisadores contestaram a redução em investimentos públicos e a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95, que estabeleceu congelamento para gastos, como política de recuperação econômica. As críticas a medidas promovidas pelo governo Temer e defendidas por alguns dos candidatos à Presidência da República foram feitas durante debate organizado na sexta-feira (10) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais e Universitários Regulamentados (CNTU), para discutir temas centrais deste ano, como as eleições, a democracia, o trabalho e o desenvolvimento no Brasil.

“Se você olhar os principais países, ninguém partiu para uma política de austeridade com a economia desacelerando ou em crise”, analisa o professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Denis Maracci Gimenez, em referência à EC 95, o que ele vê como uma contradição em termos de tendência global. “Todos nós sabemos que isso, ao invés de resolver, agrava os problemas da economia.”

Além da preocupação com a retoma econômica, os participantes também fizeram críticas ao desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), à privatização de empresas públicas, aos impactos da “reforma" trabalhista e à tentativa de "reforma" da Previdência, especulada como um dos possíveis temas a serem tratados no governo transitório, que passará a atual gestão para o candidato eleito nestas eleições. O professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp) Aldo Fornazieri advertiu ainda ao repórter Jô Miyagui, do Seu Jornal, da TVT, para o perfil de candidato que atenda o “compromisso, a seriedade e comprometimento com as causas populares”, como o ideal para frear as políticas neoliberais e defender os interesses da população.


Assista à reportagem:










Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
 
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