País tem 13 milhões de desempregados e trabalho com carteira segue em queda

Data de publicação: 31 Jul 2018


Pesquisa do IBGE mostra que emprego com carteira não avança. Taxa foi de 12,4% no trimestre encerrado em junho, com 13 milhões de desempregados. Rendimento fica estável.



Cena urbana: emprego formal para de crescer e dá lugar ao trabalho informal e por conta própria, como o de vendedor ambulante



A taxa média de desemprego no país ficou em 12,4% no trimestre encerrado em junho, abaixo de março (13,1%) e de igual período de 2017 (13%), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Mas, a exemplo de levantamentos anteriores, o emprego formal não cresce, e o que traz alguma redução à taxa é, principalmente, o trabalho informal e por conta própria, além dos empregadores, já que o emprego com carteira assinada não avança.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira (31), o número de desempregados foi estimado em 12,966 milhões. São menos 723 mil em três meses (-5,3%) e menos 520 mil em um ano (-3,9%). O total de ocupados, 91,237 milhões, cresceu 0,7% (657 mil) e 1,1% (1,001 milhão), respectivamente.

Mas o total de empregados com carteira no setor privado (32,834 milhões) ficou estável no trimestre e caiu 1,5% em 12 meses: menos 497 mil vagas formais. Já o total de empregados sem carteira (10,989 milhões) aumentou 2,6% (276 mil) e 3,5% (367 mil).

O de autônomos (23,064 milhões) ficou estável na comparação com março e subiu 2,5% em relação a junho do ano passado, com acréscimo de 555 mil (2,5%), com destaque para os que têm CNPJ (7,5%). Já no setor público, o emprego sem carteira aumentou mais do que o formal. A pesquisa mostra ainda crescimento do número de empregadores em 12 meses (mais 176 mil, 4,2%), principalmente sem CNPJ (10,5%). Esse grupo soma 4,367 milhões.

Entre os setores, a maioria ficou estável do primeiro para o segundo trimestre. Dois tiveram crescimento na ocupação: indústria e administração pública, que inclui saúde, seguridade e educação. Em relação a junho de 2017, a situação se repete, com pequenas variações na maior parte dos casos e altas em administração pública e algumas áreas de serviços, como cultura, esporte e reparação de equipamentos de informática.

Estimado em R$ 2.198, o rendimento médio ficou estável nas duas bases de comparação, com queda no trimestre para o trabalhador doméstico. O mesmo aconteceu com a massa de rendimentos, que somou R$ 195,7 bilhões.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
 
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