Indústria paulista fecha 11,5 mil postos de trabalho em junho

Data de publicação: 18 Jul 2018


A indústria em São Paulo fechou vagas de emprego, pelo segundo mês consecutivo. Foram encerrados 11,5 mil postos de trabalho em junho, o que representa uma queda de 0,53% frente a maio, na série sem ajuste sazonal. Com o ajuste sazonal, o resultado para o mês também ficou negativo, (-0,27%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).





Apesar de os meses de junho, desde 2011, apresentarem saldo negativo, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembra que esta queda é a pior do período recente. “Esse junho foi pior, em termos de empregabilidade para a indústria paulista, do que o mês de junho do ano passado. Algumas variáveis políticas e econômicas estão influenciando fortemente alguns setores importantes, como o alimentício, por exemplo, que sofreu uma forte perda de postos de trabalho”, avaliou Roriz.

Segundo ele, "a recuperação vai demorar" e, portanto, as empresas devem buscar alternativas, como aproveitar o câmbio desvalorizado para exportar mais. "As empresas precisam buscar mais inovação. É importante saber que a situação é difícil e que a recuperação vai demorar. (...) Além disso, as companhias precisam de mais ofertas e acesso às linhas de crédito para que recuperem seu capital de giro e voltem a investir", completou, lembrando as dificuldades advindas da greve dos caminhoneiros em reação à política de preços da Petrobras, que fez disparar o preço do diesel.

Vale destacar que a queda no emprego ocorre após a reforma trabalhista, aprovada pelo governo com a promessa de que reduziria o desemprego no país. Oito meses depois de sua entrada em vigor, o que se verifica é justamento o oposto, como já previam sindicalistas, políticos da oposição e economistas. 

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa da Fiesp para o mês de junho, 4 ficaram positivos, 2, estáveis e 16, negativos. Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de bebidas, com geração de 331 postos de trabalho, seguido por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (196) e impressão e reprodução de gravações (108).

No campo negativo ficaram, principalmente, produtos alimentícios (-2.910), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2.377) e produtos de borracha e de material plástico (-1.160).





 Fonte: Portal Vermelho com informações da Fiesp
 
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