Bandeiras de Lutas: Unicidade, Representatividade e Financiamento Sindical

Data de publicação: 2 Dez 2015

 
O presidente da NCST, José Calixto Ramos (Sr. Calixto), diz que por questão princípios a unicidade, o respeito às categorias diferenciadas e o custeio via contribuição compulsória, são bandeiras de lutas defendidas pela Nova Central. No seu entendimento, não há “país democrático no mundo” sem sindicalismo forte e atuante.
 
“Nosso sistema de unicidade sindical está sendo maculado por decisões do Ministério do Trabalho e Emprego que ao legislar está rompendo a Constituição ao criar mais de um sindicato dentro de uma mesma categoria e base territorial. Isso, senhoras e senhores, é intervenção estatal vedado pela Carta Cidadã de 88”, afirma.
 
Representantes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), pensam diferente e, afirmam, que a força do sindicalismo advém da capacidade de organização e mobilização das bases, de seu posicionamento político ideológico e não apenas de condições econômicas e institucionais.
 
Segundo estes magistrados, existem algumas razões da crise no movimento sindical brasileiro que o torna frágil por força da Lei que o regula e ao mesmo tempo o reprime, por impedir sua organização de forma democrática e plural, além de outros fatores:
 
O poder Normativo da Justiça do Trabalho, que inibe as suas ações e lhe subtrai responsabilidades; 

A contribuição obrigatória, que lhe permite existir mesmo quando não tem a menor representatividade, e que desgasta sua imagem; 

As restrições ao direito de greves não só as advindas por meio da Lei Ordinária, mas em descompasso com a Constituição, como as decorrentes do poder normativo, por ela prevista;

A falta de repressão efetiva aos atos antissindicais;

A ausência de Organização nos Locais de Trabalho (OLT); 

O distanciamento entre as bases e as cúpulas; 

O distanciamento entre as próprias bases e os outros segmentos sindicais; 

O não reconhecimento formal das centrais como entidades sindicais; 

A possibilidade de contratos coletivos em níveis maiores; 

A quase absoluta falta de proteção ao emprego dos trabalhadores (as), que os fazem temer a ação sindical e aumenta o Turn Over , não só os desaloja constantemente de seu núcleo profissional, como os induz à concorrência, destruindo pouco a pouco o sentimento de solidariedade.
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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