Audiência Pública no Senado Federal debateu o uso de EPI’s no ambiente de trabalho
Data de publicação: 17 Jul 2015De acordo com dados estatísticos apresentados pelo Ministério da Previdência Social (MPS), na pessoa do diretor do departamento de saúde e segurança ocupacional, Marco Antonio, o setor da construção civil registrou só em 2011, 59.808 acidentes de trabalho, se comparado aos dados de 2010; um crescimento que corresponde a 6,9%, número de acidentes de trabalho que ainda é grande pela falta de fiscalização das condições laborais a que são submetidos os funcionários e o treinamento para o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) que é quase inexistente.
“A saúde e segurança dos trabalhadores esta diretamente relacionada com a forma como tratamos historicamente a questão que traz uma herança danosa em relação às relações de trabalho e o processo de produção que acaba por reforçar ainda mais o fato de que os EPI’s por si só já resolveria a questão da segurança da classe trabalhadora”, disse Marco Antonio, MPS.
Apesar dos avanços nas normas que dizem respeito à segurança dos empregados, o Brasil continua entre os cinco países que registram mais acidentes de trabalho no mundo, lamentou o senador Paulo Paim que ainda questionou a eficácia dos EPIs.
Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Sindicato dos Peritos Federais Agrários (SindPFA) e das centrais sindicais (Nova Central, CUT, UGT, CSB, CTB e Força Sindical) foram unanimes em dizer que o ambiente de trabalho de uma maneira geral tem que proporcionar condições seguras para evitar que ocorram novos acidentes. Os EPI’s não evitam que os acidentes aconteçam e sim amenizam a lesão caso ela venha ser provocada.
Assim a culpa por um acidente de trabalho não pode ser atribuída exclusivamente ao funcionário, ainda que ele não tenha utilizado EPI, pois deve haver medidas coletivas e tomadas medidas pelo empregador para sanar ou reduzir os perigos existentes no ambiente laboral, afirmaram os líderes sindicais.
Ao final foi sugerido pelo senador Paulo Paim que o representante do Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários sugira uma recomendação para as autoridades competentes reforçando que os EPI’ sejam fornecidos de maneira adequada e haja fiscalização para se evitar os acidentes de trabalho. “É importante lembrar também que os EPI’s não substituem o direito dos trabalhadores de receber os seus adicionais de periculosidade. Além disso, se faz necessário que se elabore um projeto de proteção à saúde dos trabalhadores que seja aprovado por consenso aqui no Congresso Nacional”, encerrou Paim.





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