Audiência da CDH em Florianópolis condena terceirização
Data de publicação: 9 Jun 2015O representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Calixto Ramos, disse, na ocasião, que a classe trabalhadora precisa se unir para a derrubada deste PLC, pois além de retirar direitos conquistados, é uma forma de voltar à escravidão, pois segundo o líder sindical, precariza as relações de trabalho, já que atende a empresários, que tem a finalidade de aumentar seu lucro de uma forma errônea defendendo este projeto. Ele pautou também que pode ocorrer redução salarial e aumento da carga de trabalho e que a Nova Central está lutando veementemente contra a terceirização generalizada. Calixto disse também que o PLC 30/15 desorganiza o mundo laboral comprometendo direitos básicos como férias e acordos coletivos, e afeta a saúde do trabalhador.
Altamiro Perdoná, o presidente da Nova Central de Santa Catarina acompanhou o debate demonstrando total insatisfação com a aprovação na Câmara dos Deputados do PL 4330.
- Eu tenho dito, simbolicamente, que seria quase que rasgar a própria Lei Áurea. Seria a volta do trabalho escravo – declarou Paim.
O senador diz temer que, com as mudanças propostas, muitos direitos conquistados pelos trabalhadores sejam comprometidos. Paim explicou que os sindicatos terão dificuldade para saber a que categoria pertencem os trabalhadores. Ele ainda prevê a figura do “trabalhador de aluguel”, já que uma empresa terceirizada pode levar um grupo de trabalhadores para prestar serviço em uma empresa de transporte em uma semana e, na semana seguinte, a uma empresa da área de alimentação, por exemplo.
Segundo Paim, o projeto desorganiza o mundo do trabalho, comprometendo direitos básicos como férias e acordos coletivos. A segurança e a higiene do trabalho, de acordo com o senador, também ficarão comprometidas. Para Paim, o terceirizado deve pertencer à categoria que a presta serviço e ter seus direitos ampliados.
- Queremos rejeitar esse projeto e aprovar um outro, para qualificar a vida dos trabalhadores terceirizados – afirmou o senador, sinalizando que um novo projeto deve ser elaborado com a participação de toda a sociedade e apresentado na CDH.
União
Na mesma linha, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC) Amarildo Carlos de Lima afirmou que o projeto da terceirização, se aprovado da forma como está, vai precarizar as condições de trabalho. Para ele, os empresários também podem ser prejudicados com a medida. O desembargador observou que não é uma boa prática passar para um terceiro “aquilo que é o filão do seu desenvolvimento empresarial”, pois essa prática pode se voltar contra o próprio empresário.
Agenda
Paim informou que a CDH vai realizar audiências em todos os estados para debater a terceirização. Ele disse que as audiências itinerantes têm o objetivo de mobilizar a sociedade para rejeitar o projeto da Câmara. Paim, que será relator da matéria na CDH, acrescentou que as audiências nos estados permitem uma oportunidade importante para ouvir sugestões da população na elaboração do seu relatório.
No próximo dia 19, a audiência pública será em Curitiba. Ainda em junho, estão programadas as seguintes audiências: Porto Alegre, no dia 25; Rio de Janeiro, no dia 26; e São Paulo, no dia 29. Em julho, serão realizadas reuniões em Recife, no dia 3; em Fortaleza, no dia 20; em João Pessoa, no dia 23; e em Manaus, no dia 29. Completa o calendário de julho, no dia 31, uma audiência em Belém, pela manhã; e em Macapá , à tarde.
Fonte: Agência Senado com adaptação Nova Central





.png)




.png)
.png)
.png)
.png)
.png)





