Protesto contra os juros altos unifica Centrais Sindicais em SP
Data de publicação: 2 Jun 2015
Unidade das centrais em nome da redução dos juros e a favor dos empregos foi o tema do grande ato realizado terça-feira (2/6) em frente ao Banco Central (SP). Militantes e dirigentes das Centrais Sindicais: Nova Central, Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB e CGTB se concentraram das 9h00 até 11h45 no local e cobraram a redução da taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).
Este é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos bancos no Brasil se balizam. A taxa é uma ferramenta de política monetária utilizada pelo Banco Central do Brasil para atingir a meta das taxas de juros estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que neste dia iniciou a reunião que vai até quarta-feira (3/6) para decidir sobre a nova taxa, que hoje está em 13,25%.
O presidente Estadual da Nova Central – SP, Luiz Gonçalves (Luizinho), durante seu discurso afirmou da importância de conscientizar a população sobre a crise no País e, preparar os trabalhadores (as), para lutar contra as demissões e barrar as medidas impopulares e amargas, baixadas pelo Ministro da Economia, Joaquim Levy, homem de confiança da presidenta Dilma Rousseff.
“Este receituário de juros altos e uma de suas consequências mais prejudiciais aos trabalhadores, que é o desemprego, além de velho conhecido da classe trabalhadora, já provou em outras épocas de que não resolve o problema da crise. Os juros fixados pelo Copom em 1997 teve sua maior variação e chegou em 45,67%, neste período o desemprego era a primeira preocupação dos brasileiros. Seu menor índice foi em 2013 (7,12%), onde vivemos o pleno emprego”, relatou Luizinho.
A maioria dos sindicalistas disse que a cada aumento dos juros cresce o número de desempregados, além de reduzir os investimentos e financiamentos para a produção. Que também utilizou como argumento a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que na média nacional, a taxa de desemprego foi a mais alta em dois anos.
O índice de 7,9%, registrado nos três primeiros meses de 2015, é bem maior que o do período imediatamente anterior, e ficou acima da taxa do primeiro trimestre de 2014.
Além de São Paulo, onde compareceram cerca de 3, 5 mil pessoas, os sindicalistas realizaram, ainda, protestos em Brasília, Salvador e Goiânia na data de hoje, início da reunião do Copom para decidir, amanhã (dia 3), a nova Selic (taxa básica de juros).





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