Rodoviários – SP aprovam Contribuição Negocial e diz não a Terceirização!
Data de publicação: 20 Abr 2015
Na noite de sexta-feira (17/4) trabalhadores (as), lotaram o auditório do CMTC Clube na assembleia em comemoração a um ano de mandado da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Setor Diferenciado – SP, que definiu o valor da Contribuição Negocial para o período de abril de 2015 a março de 2016 e, por unanimidade, votaram contra o Projeto de Lei (4330/2014) sobre a terceirização da mão de obra no Brasil.
O presidente do sindicato, José Alves do couto Filho (Toré), antes de colocar em aprovação o desconto, esclareceu contribuição negocial é utilizada para financiar as despesas do processo de negociação das Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) com os Sindicatos Patronais e é prerrogativa prevista no art. 513 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Defendo a aprovação desta contribuição que servirá para fortalecer a categoria nas negociações coletivas de trabalho ou dissídios coletivos. Além disso, nos permite atualizar a entidade na prestação de serviços para os trabalhadores (as) e seus dependentes. Cabe lembrar que ela é nossa principal fonte custeio, destinado ao pagamento das despesas jurídicas, técnicas e administrativas das Negociações Coletivas, etc”.
O tema terceirização foi amplamente debatido e teve a rejeição da categoria. Na opinião dos sindicalistas da Nova Central, CUT, CTB e Força Sindical, que compareceram para prestigiar a assembleia, se o PL 4330 (Lei da terceirização) for aprovado no Congresso Nacional como querem os patrões, significará a maior derrota popular desde o golpe militar de 1964.
Representantes dos trabalhadores (as) temem que com a regularização da terceirização em qualquer setor produtivo, os salários sejam reduzidos em até 30% para mais de 18 milhões de pessoas. Estima-se que até 2020, a arrecadação federal cairia e afetaria o consumo e os programas de distribuição de renda.





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