Nova Central apoia luta pela Promoção de Igualdade Racial

Data de publicação: 4 Set 2014


De acordo com pesquisas do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos -DIEESE e do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais - LAESER da UFRJ, o mercado de trabalho brasileiro, existe uma “forte e persistente discriminação” por sexo e cor da pele, onde trabalhadores (as) brancos recebem salários superiores aos negros, ainda que apresentem “qualificação profissional, tempo de experiência e nível de escolaridade semelhantes”.

“Além disso, mesmo em segmentos da economia que empregam quantidade significativa de negros, estes – via de rega – estão condenados aos piores trabalhos, insalubres, perigosos, com precárias relações trabalhistas e baixa remuneração, além de serem os últimos contratados e os primeiros a sofrerem demissão”, afirma Ramatis Jacinto, presidente do INSPIR (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial).

Disse que segundo outra pesquisa de 2010 do Instituto Ethos com as 500 maiores empresas do Brasil, informa que praticamente inexistem homens e mulheres negros na alta hierarquia das empresas, assim como nas funções de chefia e gerência. “O movimento sindical há algum tempo, têm debatido o racismo e a discriminação racial no nosso país, com especial olhar para o mundo do trabalho”.

“Estou confiante e otimista, pois conscientes da importância dessa luta, dirigentes sindicais negros e brancos, filiados a diversas centrais sindicais, revolveram unir esforços para o desenvolvimento de ações com o objetivo de combater a discriminação racial no mundo do trabalho e promover a igualdade racial na sociedade como um todo”.

Afirmou que ao superar inúmeras divergências políticas e ideológicas, o movimento sindical dá exemplo de que é possível construir uma grande unidade em torno de uma luta que, se exitosa, beneficiará toda a sociedade.

Que um dos exemplos dessa unidade foi justamente a criação do INSPIR, em 1995, que congrega a CUT, Força Sindical , UGT e expandido sua atuação para todo o continente tem como associadas, ainda, a American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations – AFL-CIO, central sindical dos Estados Unidos e a CSA – Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas, que congrega as centrais sindicais de toda a América.

“Atendendo o chamamento do INSPIR e dos dirigentes dessas centrais sindicais, objetivando a elaboração de uma proposta unitária do movimento sindical a ser apresentada para os candidatos à presidência da República e aos governos estaduais, CTB, CGTB e a Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST também se associaram a essa iniciativa e subscrevem as propostas que serão encaminhadas aos respectivos candidatos”, finaliza.
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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