Trabalhadores em transportes debatem futuro do Movimento Sindical

Data de publicação: 3 Set 2014


Após as gigantescas manifestações que tiveram início com a luta pela redução das tarifas do transporte público, mas que incorporaram outras pautas e tomaram diversas cidades do país nos últimos meses, um novo fenômeno passou a ficar mais evidente no cenário brasileiro: protestos e paralisações no setor de transporte começaram a brotar no centro e nas periferias das grandes metrópoles ou em municípios do interior.

Assim como o “movimento passe livre” repudiou os partidos em suas ações, os trabalhadores estão relutantes quanto à participação dos sindicatos nas negociações coletivas. Segundo Diretor Nacional de Assuntos Trabalhista da Nova Central, Luís Antônio Festino, o movimento sindical brasileiro principalmente o movimento ligado ao setor de transporte tem passado por um momento de grande “dificuldade, política e estrutural”.

No 1º Seminário Nacional dos Trabalhadores em Transportes, realizado de 18 a 20/8 em Luziânia – GO, ele afirmou que a “luta em defesa da Lei 12.619/2012, travada no Senado Federal é um exemplo deste período que passamos com apoio fundamental dos senadores Paulo Paim (PT/RS) e Renan Calheiros (PMDB/AL) presidente do Senado, temos conseguido manter algumas conquistas porem estas são poucas frente aos problemas do setor”.

Festino disse ter presenciado no Congresso Nacional, plenária cheia de “mercenários aplaudindo deputados” que alteraram a Lei do Descanso. Além de ter ouvido em tom de indignação e desabafo, do presidente da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários – SP (FTTRESP), Valdir de Souza Pestana (O Pestana), escreveu no seu perfil do Facebook que “gostaria de mudar as coisas”.

“Tenho certeza de que ele se referia a não deixar os deputados federais modificar em votação realizada dia (29/4) a Lei 12.619/12 que Regulamentou a Profissão de Motoristas e padronizou a jornada de trabalho. Outra questão que volta e meia temos que nos mobilizar para não sermos derrotados, é sobre a fonte de arrecadação para manter a Estrutura Sindical”.
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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