Nova Central e CNTTT debatem estratégias para uma vida digna ao motorista
Data de publicação: 12 Mar 2014Paulo Douglas Almeida de Moraes, procurador do Trabalho em Mato Grosso do Sul, afirmou que, entre outros problemas, o projeto em tramitação na Câmara abre caminho para que a jornada de trabalho do motorista volte a ser indeterminada. Além disso, o tempo de espera para carga ou descarga poderá ser contado como tempo de descanso, sem direito a compensação.
Segundo ele, pesquisas mostram que um quarto dos motoristas já segue o novo regime de trabalho e houve redução da participação relativa dos caminhoneiros em acidentes, o que permitiu que pelo menos 1.500 vidas fossem poupadas desde a vigência da lei.
“A Lei, construída por consenso entre trabalhadores e empresários do setor, busca resguardar a saúde e a vida do motorista e também a redução dos acidentes nas estradas”, ressaltou Omar José Gomes, um dos autores do texto legal. Segundo ele, a Lei é questionada por motoristas autônomos e do setor do agronegócio.
Ainda segundo o diretor da Nova Central e membro do FNDL, tanto no Senado quanto na Câmara, os projetos tramitam por longos anos seguindo a composição do parlamento e, por vezes, um projeto vai parar em uma comissão totalmente diferente do teor de sua proposta.
De acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), que presidiu a audiência, foi uma surpresa a promulgação e as controvérsias que surgiram desde a sanção da Lei. Apesar disso, o senador acredita na retomada do diálogo para aperfeiçoamento da legislação. Novas reuniões e encontros serão realizados para tratar ainda deste assunto.
Entre os principais avanços da Lei 12.619/12 estão as imposições de limite sobre a jornada de trabalho, como a definição do descanso de 30 minutos a cada 4 horas de direção, além de repouso diário de 11 horas a cada 24 horas trabalhadas, medidas vistas como essenciais para a redução do número de acidentes nas rodovias, envolvendo veículos de cargas. (Com Agência Senado)






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