III Encontro das Mulheres da Nova Central do PA/AP
Data de publicação: 27 Fev 2014
As mulheres ocuparam em torno de 30% das vagas de emprego geradas no Estado do Pará, em 2013. O saldo de postos de trabalho criados e preenchidos pela população feminina foi de 8.986, com destaque para os setores de serviço e comércio. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho, e fazem parte do projeto Observatório do Trabalho, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter).
"A força de trabalho feminina continua em expansão no Pará, como acontece em todo o país, mas a renda ainda está baixa e precisa avançar em termos de igualdade", declarou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, durante o III Encontro das Mulheres Trabalhadoras, promovido ontem pela Nova Central Sindical de Trabalhadores dos Estados do Pará e Amapá (NCST PA/AP) em alusão ao Dia da Mulher, celebrado no dia 8 de março. O evento reuniu mulheres de vários setores para debater temas importantes. Além de emprego e renda, a programação contou com a palestra "Combate à violência contra a mulher", ministrada pela delegada Rosangela Gouvêa, Delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
A engenheira de segurança no trabalho Marta de Freitas falou sobre "Saúde da mulher e doenças ocupacionais" e a conversa sobre "Mulher e a organização sindical" foi conduzida por Sônia Zerino, secretária nacional para Assuntos da Mulher da NCST. Segundo ela, há muito machismo mesmo no meio sindical. "Somos timidamente representadas nestes espaços de poder e a maioria dos cargos de responsabilidade é ocupada por homens. Uma forma de avançar é justamente esta, convocando e incentivando as mulheres a se informarem, promoverem discussões e buscarem igualdade de oportunidades", reforçou que uma forma de avançar é justamente esta, convocando e incentivando as mulheres a se informarem, promoverem discussões e buscarem igualdade de oportunidade.O presidente da NCST PA/AP, Marivaldo Vieira, ressaltou a necessidade de oferecer uma estrutura sólida de atendimento para as mulheres que vivem no interior do Estado “ se as que moram na capital têm dificuldades de acessar as políticas publica imaginem quem mora em outros locais. Já presenciei situações de mulheres que deixaram de ser atendidas por falta de gente, de espaço. Estamos aguardando os números oficiais mais recentes sobre a violência contra a mulher para avaliar, mais nós sabemos que não retratam fielmente a realidade’’.





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