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Seminário no RJ debate democratização da comunicação

Data de publicação: 8 Out 2012

 
O 1º Seminário Estadual de Comunicação da Nova Central RJ terminou na quinta-feira, dia 4/10, no Hotel Atlântico Business, com a aprovação do lançamento de um canal de televisão na internet – de nome “Rio TV NCST” - e também de uma série de propostas no sentido da ampliação da integração das comunicações entre as filiadas e a direção estadual. Fez parte também das resoluções finais do encontro, a aprovação de uma moção em defesa da não-flexibilização do horário do programa "A Voz do Brasil", lançado em 1932 e considerado o programa rádio mais antigo do planeta. A mesa de abertura contou com as presenças dos presidentes, da estadual Sebastião José e, nacional José Calixto Ramos, além dos palestrantes Sebastião Soares, diretor nacional de comunicação da NCST e do jornalista Beto Almeida, âncora da TV Senado. Outros dirigentes que participaram da abertura foram Fernando Bandeira, representante do Estado na direção nacional, Andrea Pacheco, presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos de Teresópolis e Valter Souza, presidente da NCST do Rio Grande do Sul.

Na abertura usou da palavra Sebastião José, Presidente da Nova Central RJ, que afirmou a necessidade de avançar na luta pela democratização das comunicações no país e defendeu uma aproximação maior entre as filiadas e a direção estadual da Nova Central RJ. Esse seminário, disse Sebastião, é a concretização de nossa proposta de “contribuir decisivamente para integração de todas as filiadas no Estado no campo das comunicações”. Sebastião também agradeceu a presença dos dirigentes nacionais e das entidades filiadas. O outro orador da abertura, o presidente nacional José Calixto Ramos ressaltou a importância da participação maciça dos dirigentes nas convocações dos eventos no Rio de Janeiro. Essa atitude de resposta positiva de vocês “fortalece a presidência estadual da Central, pois não tem nada mais gratificante que ser correspondido em nossas convocações”, concluiu Calixto.

Em seguida foi realizada a solenidade de filiação de mais duas entidades a central. Os novos sindicatos filiados são o SINDESCREV e o Sindicato dos Vigilantes de Angra dos Reis. Os novos filiados foram aplaudidos com entusiasmo pelos mais de 120 dirigentes sindicais presentes ao encontro. Além da representatividade do plenário pela presença de delegações de todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro, o evento teve significância nacional pelas presenças de dirigentes de cinco (5) secções estaduais da NCST. A Nova Central do Rio Grande do Sul marcou sua presença com seu presidente Valter Souza, São Paulo enviou seu Diretor de Comunicação, Nailton Francisco de Souza, o Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais compareceram com representações de dirigentes e jornalistas.

A jornada de trabalho dos dirigentes da Nova Central RJ nestes dois dias - 3 e 4 de outubro de 2012 - no Hotel Atlântico Business, no Centro do Rio de Janeiro, incluía também, além da realização do 1º Seminário Estadual de Comunicação da Nova Central RJ, uma reunião do Conselho Deliberativo para a prestação de contas de 2011 que se realizou na parte da tarde da quinta-feira, dia 4. Sob o comando dos membros do Conselho Fiscal, Antonio Tristão (Índio) e Adilson Martins foram apresentados os balanços e a documentação das contas de 2011. O Conselho Fiscal apresentou seu parecer favorável pela aprovação das referidas contas que foi seguido pela unanimidade dos integrantes do Conselho Deliberativo da Nova Central RJ.

A programação do 1º SEMECOM/NCST-RJ - 1º Seminário Estadual de Comunicação da Nova Central RJ foi cumprida na risca nos dois dias do evento.

1º dia – 3/10/12


Após a solenidade de abertura, precedida do Hino Nacional, e das novas filiações, foi realizada a primeira palestra sob o título “Os desafios da comunicação da NCST numa perspectiva nacional" ministrada pelo professor, jornalista e filósofo Sebastião Soares, Diretor Nacional de Comunicação da NCST. Soares discorreu sobre o controle da mídia por meia dúzia de famílias (Marinhos, Collor, Saads, etc..) e mostrou que mesmo com a proibição da Constituição a que políticos tenham rádios e televisões, estes possuem boa parte desses meios de comunicação de massa. Sebastião Soares denunciou a existência de um “PCC”, 'partido dos controladores das comunicações' e mostrou que estes são a causa e o entreve a urgente democratização das comunicações no Brasil. O Diretor Nacional de Comunicação da Central elogiou a iniciativa da Nova Central RJ de realizar o 1º SEMECOM/NCST-RJ e adiantou que a comunicação da NCST deverá incorporar em breve um aplicativo que tornará o trabalho da central mais ágil através do envio de mensagens para os aparelhos celulares de seus dirigentes. Disse também que colocará em prática no próximo ano, uma escola de ensino à distância para programar a formação e preparação dos dirigentes da instituição.
 

Após o coffee-break, foi a vez da palestra do jornalista e âncora da TV Senado Beto Almeida, diretor da TeleSur e Presidente da TV Cidade Livre DF. Almeida discorreu sobre o tema da "1ª Conferência Nacional de Comunicação - 3 anos depois: perspectivas da luta pela democratização da comunicação”. Beto Almeida mostrou os riscos à democracia pela persistente concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos grupos que monopolização as comunicações no país, prática proibida pela Constituição. As esperanças nascidas no seio da diversidade da primeira Conferência Nacional de Comunicação, realizada em novembro de 2009, pelo governo Lula parece se esvair a olhos vistos pelos últimos acontecimentos relatados pelo conferencista Almeida. Após elogiar a postura tomada do titular Franklin Martins de “pulverizar” as verbas publicitárias da Secretária de Comunicação da Presidência da República (Secom/Pr) no governo Lula, mostrou que os caminhos do atual governo vão na contramão do governo anterior. Criticou duramente a recente decisão da ministra chefe da SECOM/Pr no governo Dilma, Helena Chagas que vem desmontando os avanços da gestão do ex-ministro Franklin Martins. “Isso representa num tremendo retrocesso”, concluiu Almeida. Beto agradeceu o convite e sugeriu que a NCST/RJ aprovasse uma moção em defesa do programa “A Voz do Brasil”. Muito aplaudido, encerrou sua palestra com mais um alerta de que não podemos admitir outro retrocesso, agora falando da atitude de parte do STF que no julgamento da Ação Penal 470 tem deixado de lado a indispensável e necessária presença de ‘provas nos autos’ para a imputação de crimes aos réus. “Sem o contraditório não temos democracia plena” disse o jornalista âncora da TV Senado ao se referir à cobertura de ‘pensamento único’ da mídia a respeito do badalado julgamento. Disse também que a sociedade carece de um “jornal popular” do tipo do jornal Última Hora de Samuel Wainer, para romper esse monopólio informático que na prática desinforma a sociedade brasileira.

O final do primeiro dia do 1º SEMECOM/NCST-RJ foi movimentado e muito participativo. Esta parte do seminário foi dedicada à valorização das iniciativas na área de comunicação das entidades filiadas da Nova Central. Foram apresentados através de mini-palestras de quinze minutos seis (6) experiências de comunicação sindical. O primeiro a fazer sua apresentação foi o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Fernando Bandeira, visivelmente emocionado, lembrou o surgimento do Jornal dos Vigilantes em 1976: “esse certamente é o único jornal sindical que surgiu antes do próprio sindicato”. Ele se referia ao papel do jornal na arregimentação de membros da categoria dos vigilantes que posteriormente ajudaram a criar o sindicato da classe. Por longo período, os vigilantes não puderam criar sindicato porque a legislação proibia esse direito aos portadores de arma de fogo. A experiência de um jornal nacional na área sindical foi apresentada pela jornalista Tânia Maria da FENAVENPRO. Tânia mostrou através de uma apresentação em PowerPoint a evolução e crescimento do jornal na parte de designer e na própria tiragem. Depois foi a vez dos participantes do seminário, ter contato com uma iniciativa de comunicação de um sindicato do interior do Estado, o Sindicato dos Eletricitários de Campos dos Goitacazes. O presidente do STIEENNF Otacílio Junior mostrou a importância de um jornal para que a diretoria mantenha sua aproximação com a base de seu sindicato. Ele apresentou o Jornal FAÍSCA que é o órgão oficial de comunicação do STIEENNF. Em seguida, Antonio Conceição, Diretor de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários de Niterói discorreu sobre o jornal de seu sindicato. Conceição mostrou através no telão as páginas de diversas edições do jornal onde aparecem as colunas dos diversos departamentos do sindicato e as delegacias regionais do sindicato, além de outras ações sindicais. A presença da comunicação sindical na internet foi o tema principal da mini-palestra de Luiz Edmundo Quintanilha, mais conhecido como Bozó, do Sindicato dos Propagandistas do Estado do Rio de Janeiro. Quintanilha apresentou em detalhes o sítio na internet do SINPROVERJ – www. sinproverj.com.br. Encerrando as experiências em comunicação das filiadas, o jornalista Marco Antonio, que faz o Jornal dos Rodoviários de Nova Iguaçu, apresentou seu trabalho naquela entidade da Baixada Fluminense e discorreu sobre sua longa experiência na área da comunicação sindical que remonta aos anos setenta ainda sob a ditadura militar. Marco Antonio disse também que sempre já se utilizou de outros materiais de propaganda para ajudar na divulgação sindical. Citou o exemplo de um ‘leque de papel duro’ com mensagens incentivando a participação feminina no sindicato. Esse material, disse ele, distribuído dentro dos ônibus para as cobradoras ajudou na arregimentação do público feminino para a ação sindical além de servir para diminuir o calor.

2º dia – 4/10/12

O segundo dia do seminário começou com a palestra do assessor de imprensa da Nova Central RJ, Moysés Corrêa sob o título “Os desafios da comunicação da Nova Central RJ" e concentrou na apresentação de algumas propostas para a melhoria da comunicação da instituição com a sociedade em defesa dos trabalhadores e a ampliação da integração entre a direção estadual e as filiadas. Neste sentido, sugeriu que se firmassem parcerias na área da comunicação entre a direção estadual e as filiadas para que aumente a circulação das informações do que acontece nos sindicatos do interior. Também foi definido a criação de uma rede de emails – grupo – para agilizar o contato entre os dirigentes dos sindicatos, federações de trabalhadores e membros da direção estadual da Nova Central RJ. As duas mais importantes decisões tomadas pelos participantes do seminário foram: (a) criação de um canal de televisão na internet com o nome de “RIO TV NCST”, já presente no saite da instituição – www.ncstrj.org.br, e (b) a definição de que toda entidade filiada tenha uma página na internet – saite ou blog com a colaboração da direção estadual para efetivar essa decisão. O debate nesse segundo dia do seminário foi intenso e deixou claro o interesse muito grande dos dirigentes de colaborar na captação das informações para permitir que todos os eventos e atividades, sejam da direção estadual, sejam das filiadas possam estar nos saites da Nova Central RJ e dos sindicatos e federações de trabalhadores. Também foi anunciado que a página na internet da Nova Central RJ será redesenhada para dar mais visibilidade às notícias.

Na parte do debate entre os participantes, o destaque ficou para a palavra das cinco representações das centrais estaduais que estiveram no seminário. Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo, todos mostraram suas experiências na área de comunicação e com isso enriqueceram o debate. Também destacaram a importância desse tipo de evento e concluíram quão decisivo para o avanço da NCST é o investimento na divulgação e integração entre as direções estaduais e, nacional da central.

O seminário que contou com cento e vinte dirigentes de todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro apresentou intensa participação nos dois dias de evento. Durante o debate na última parte do seminário usaram da palavra doze participantes, número elevado contando tratar-se de um seminário.

Ainda a registrar do seminário, a exposição de vinte capas de jornais sindicais impressos no salão onde foi realizado o evento. De todas as capas expostas, chamou atenção à capa do Jornal dos Vigilantes, com data de out/nov de 1980. O Jornal dos Vigilantes completou esse ano trinta e seis anos de vida e foi alvo da mini-palestra de Fernando Bandeira seu criador.

No encerramento o presidente Sebastião José se mostrou entusiasmado com a participação até o final dos sindicalistas e junto com Antonio Tristão, Sérgio Silva e Fernando Bandeira entregaram os certificados de participação a quem compareceu aos dois dias do seminário.

Segue a transcrição na íntegra da Moção em defesa da “A Voz do Brasil”, ela será enviada aos deputados federais na Câmara Federal, Senadores e ao governo federal. Essa moção já foi aprovada por outras entidades nacionais e continua circulando para arregimentar mais apoios.

 

MOÇÃO APROVADA NO 1º SEMINÁRIO ESTADUAL DE COMUNICAÇÃODA 
NOVA CENTRAL RJ COM A PRESENÇA DE 120 DIRIGENTES SINDICAIS

Carta Aberta aos Membros da Câmara dos Deputados

Senhores e senhoras parlamentares,

Encontra-se em análise na Câmara Federal o projeto de lei No. 595/03 que flexibiliza o horário de exibição do mais antigo programa de rádio do mundo, a Voz do Brasil, criado em 1932.

Como qualquer produto midiático ele também sofreu as influências das diferentes épocas políticas pelas quais o Brasil atravessou, mas, mesmo com isto, não deixou de constituir-se num importante instrumento de informação para uma imensa massa de brasileiros, sua esmagadora maioria, que não dispõe de outra forma para receber informações relevantes sobre as atividades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Pesquisa recente realizada por Instituto de alta notoriedade aponta que um entre cada três brasileiros ouve rotineiramente A Voz do Brasil. Outra enquete indica que 73 por cento dos entrevistados concordam com a continuidade da veiculação da Voz do Brasil no horário das 19 horas, além de confirmarem a importância do programa para a sua informação. Como sabemos, o Brasil registra uma baixíssima taxa de leitura de jornal e revista, o que faz com que a Voz do Brasil represente, para milhões e milhões de compatriotas, a única forma de obter informações.

Nos últimos anos, a Voz do Brasil vem registrando modificações importantes em sua forma e conteúdo, tornando-se mais adequada a atualidade, além de veicular, também, informações muito relevantes sobre programas governamentais, especificamente, os do Ministério da Educação (Fundeb), do Ministério da Agricultura (Programa de Aquisição de Alimentos), do Ministério da Pesca e também do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Pronaf e Pronera) e do Ministério da Previdência Social. Tal característica pode, perfeitamente, ser aperfeiçoada para oferecer aos brasileiros uma possibilidade mais eficaz ainda para sua informação, acerca de temas de altíssima relevância, nem sempre con templados adequadamente pela esmagadora maioria das emissoras de rádio espalhadas pelo território nacional, que sequer dispõe de estrutura suficiente para cumprir a exigência de noticiário jornalístico prevista em lei.

Para os integrantes do Legislativo e do Judiciário, a Voz do Brasil é uma rara opção de interação com a sociedade sem as distorções já tradicionais na mídia. Diversas pesquisas científicas já demonstraram que a cobertura jornalística destes dois Poderes da República não representa fidedignamente os fatos que acontecem no seu interior. Além disso, a Voz do Brasil trata igualitariamente a todos os parlamentares, sem as distorções editoriais que privilegiam o segmento já classificado de "alto clero" do Congresso Nacional.

Para uma grande massa de brasileiros que vivem nos chamados grotões do campo e da cidade, sem acesso a leitura de jornais, a Voz do Brasil é o que lhe resta como única opção informativa para saber das decisões dos poderes públicos, da atuação dos seus representantes no Congresso e das deliberações do judiciário. Na atualidade, este programa radiofônico se transformou num importante instrumento de transparência dos feitos públicos, habilitando ao cidadão exercer seu papel de fiscal do Estado. Tal característica não é valorizada pelos grandes empresários da comunicação interessados, fundamentalmente, na exploração comercial do horário, para mais exibição do mesmo, em prejuízo do jornalismo e da direito de comunicação de nos so povo.

Considerando a inexistência de qualquer capacidade fiscalizadora dos órgãos competentes, a flexibilização do horário de apresentação da Voz do Brasil poderá constituir-se, de fato, numa alteração que, na prática, levará à sua não veiculação, portanto, ao desaparecimento do mais antigo programa de rádio do mundo atual. O que interessa apenas aos conglomerados empresariais da comunicação.

Assim sendo, como o referido projeto teve uma tramitação muito rápida durante o ano de 2010, ano eleitoral, com significativo esvaziamento do Congresso, entendemos que a matéria pode não ter sido examinada com suficiente profundidade, especialmente nos aspectos aqui mencionados. É sabido que nem o Conselho de Comunicação do Congresso Nacional teve oportunidade de se posicionar sobre o tema e que o plenário da Câmara dos Deputados não foi ouvido. Sua aprovação poderia constituir-se na eliminação de uma positiva experiência de regulamentação informativa e, com isso, representar um grave prejuízo para uma imensa maioria de brasileiros que têm na Voz do Brasil uma alternativa consolidada para informar-se acerca das mais relevantes decisões dos poderes públicos e de seus membros.

Face a isto, solicitamos que a tramitação do referido projeto seja sustada e que a matéria seja objeto de novas análises, inclusive com a convocação de audiências públicas nas quais sejam ouvidos não apenas especialistas em comunicação, mas, também, representantes das diferentes comunidades tais como pescadores, ribeirinhos, trabalhadores rurais, caminhoneiros, população de fronteira, militares ou civis, povos das florestas, quilombolas, militares, que nos mais inóspitos rincões de imenso país tem na Voz do Brasil um fundamental instrumento para sua informação e, com isto, para formarem-se com cidadãos brasileiros.

Fonte: NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

 

 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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