A pauta de redução da jornada de trabalho e juros baixos reivindicada pelas Centrais Sindicais contou com o apoio do público

Nova Central coordenou a organização do Primeiro de Maio

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Nova Central coordenou a organização do Primeiro de Maio

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Lema do 1º de maio no RJ: “Centrais Sindicais Unidas pela Valorização dos Trabalhadores”

Data de publicação: 2 Maio 2012


A Praça da Apoteose no Sambódromo recebeu um excelente público nesta última terça-feira (01/05). Segundo especialistas, que acompanharam o evento durante todo o dia, participaram da comemoração do primeiro de maio deste ano mais de cinquenta mil pessoas. As comemorações do Primeiro de Maio na cidade do Rio de Janeiro, organizado pelas centrais sindicais, vem conseguindo aumentar a participação dos trabalhadores e do público em geral. No ano passado na Vila Cruzeiro/Complexo do Alemão, na Penha, compareceram trinta mil pessoas. 

A programação intensa começou uma hora da tarde (13h). A agenda incluía uma série de saudações de dirigentes das organizações de trabalhadores, representantes das quatro centrais sindicais – Nova Central, Força Sindical, UGT e CTB - promotoras do evento. Esses mini discursos sempre eram acompanhados de sorteio de motos ou carros e, em seguida, vinha uma apresentação musical. 

A parte musical da festa teve em sua abertura a cantora gospel Mariana Valadão. Nos intervalos das apresentações musicais rolavam música eletrônica comandada por disc jockey (DJ). Depois, foi a vez de MC Naldo apresenta seu novo trabalho, o DVD Na Veia Tour. No show, ele cantou suas inéditas composições, com uma mistura de funk, batidas pop e letras românticas. Na sequência, a cantora Preta Gil agitou o público da Apoteose. Essa foi a primeira apresentação dela depois de passar por uma cirurgia no joelho devido a uma lesão no menisco.  Também cantaram com ela, a DJ Helen Sancho (RJ) e Tom Brasil. Depois de Preta Gil, foi a vez de um dos nomes mais celebrados do samba brasileiro – Arlindo Cruz - fazer seu show para os trabalhadores. Fechando a noite musical aconteceu uma apresentação especial do Grupo Molejo. O público vibrou até o final e saiu satisfeito do sambódromo.


A “Festa do Trabalhador 1º de Maio” teve o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e foi organizado pelas centrais sindicais - Nova Central, Força Sindical, UGT e CTB. O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho. 

A Cidade do Rio de Janeiro historicamente foi palco de grandes manifestações dos trabalhadores. A Festa de ontem reinseriu a cidade do Rio de Janeiro no roteiro das grandes manifestações do primeiro de maio do país. Apenas a cidade de São Paulo realizou um evento mais participativo do que a festa de ontem no Sambódromo. As centrais sindicais, seções estaduais do Estado do Rio de Janeiro, planejam fazer no ano que vem o maior evento de 1º de Maio do país. 

A manifestação do Primeiro de Maio de 2012 teve como lema “Centrais Sindicais Unidas pela Valorização dos Trabalhadores” e, como bandeiras de luta, a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário; O fim do fator previdenciário e A valorização dos aposentados; a valorização do serviço e do servidor público; saúde, educação e qualificação profissional; o desenvolvimento com menos juros e trabalho decente; e, a igualdade de condições e salários para as mulheres. 

Coube a Nova Central RJ por seu presidente Sebastião José a coordenação da representação das demais centrais junto a Prefeitura e a organização profissional do evento. Todas as Centrais Sindicais – promotoras do evento – fizeram suas saudações ao público. O presidente Sebastião José foi um dos que fecharam a série de saudações das centrais sindicais na Apoteose um pouco antes do inicio do show do grupo Molejo. Sebastião destacou a importância do Rio de Janeiro resgatar seu papel histórico na realização de grandes eventos de comemoração do dia do trabalho, assumido nos últimos anos por São Paulo. “Aqui vamos realizar os jogos olímpicos e a Copa do Mundo, além e outros eventos de importância internacional. Porque não resgatar a tradição de grandes mobilizações dos trabalhadores? Esse é apenas o primeiro”, sentenciou Sebastião. O presidente da Nova Central RJ fez um agradecimento especial ao Prefeito Eduardo Paes que desde a primeira hora hipotecou apoio ao evento e considerou que sem esse apoio da Prefeitura, as centrais não conseguiriam realizá-lo. Sebastião, falando aos jornalistas ao final de sua intervenção, afirmou que a central teve um papel de relevo no evento devido ao apoio que recebeu da presidência nacional – presidente Calixto - que não mediu esforços para o sucesso do evento e para que a central marcasse sua presença com peso. Estiveram na Apoteose o primeiro Vice-Presidente Omar José Gomes e o secretário de Organização nacional Hamilton Moura, além do Diretor nacional de Assuntos Parlamentares, Fernando Bandeira que representa o estado na direção nacional da central. Hamilton pediu ao público um minuto de reflexão sobre a necessidade de ampliação do papel dos trabalhadores na luta nacional e concluiu que para isso, os sindicatos devem aumentar o nível de suas reflexões e discussões a respeito dos assuntos da pauta política, que vai da redução da jornada de trabalho, passando pela previdência social e a reforma política. Fernando Bandeira abordou dois assuntos da atualidade: saudou a presença do neto do Brizola, Brizola Neto como novo ministro do Trabalho e demonstrou preocupação com reportagem do jornal O Globo, de 1/5, que mostrava que o governo vai retomar proposta de FHC para flexibilizar a CLT na questão das férias e licença maternidade.

Além de Sebastião, Hamilton e Bandeira, também usaram da palavra na Apoteose, representando a Nova Central os companheiros Leilson Rangel e Andrea Pacheco dos servidores públicos, Antonio Conceição e Joaquim Graciano da Silva (Buda) da área dos transportes, Adilson Martins Moraes da Construção Civil. Toda a representação da Nova Central, em seus mini-discursos, agradeceram a presença do público, destacaram a importância da unidade das centrais e o apoio do Prefeito Eduardo Paes.

O presidente da Nova Central RJ, encerrou o evento lembrando que a data ‘primeiro de maio’ está gravada para sempre na vida dos trabalhadores brasileiros, “foi num dia de primeiro de maio que o grande presidente Getúlio Vargas instituiu o salário-mínimo, em 1940, e criou a Justiça do Trabalho, em 1941”, concluiu.

Fonte: NCST/RJ


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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