Dia da Luta Operária: dirigentes sindicais cobram por justiça e reparação à classe trabalhadora 

Data de publicação: 9 Jul 2024


O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores de São Paulo (NCST/SP), Luiz Gonçalves (Luizinho), nesta terça-feira (09), participou da comemoração do Dia da Luta Operária.

Os 100 anos da revolta paulista de 1924 e os 60 anos do golpe militar de 1964, com seus impactos políticos e econômicos na classe trabalhadora do Brasil, foram os temas das falas no evento. Os dirigentes sindicais cobraram por justiça e reparação.

Dia da Luta Operária 

O Dia da Luta Operária foi instituído pela lei municipal nº 16.634/17 de autoria do ex-vereador e hoje deputado estadual  Antônio Donato (PT), em memória da Greve Geral de 1917.

O evento é anualmente promovido por iniciativa do deputado Donato com a participação das centrais sindicais NCST, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, CSP-Conlutas, Pública Central do Servidor, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, além das entidades Centro de Memória Sindical, Instituto Astrogildo Pereira, IIEP e Oboré, 

Na edição de 2024 foram homenageadas seis personalidades com atuação em defesa da classe trabalhadora e pelo fortalecimento do movimento sindical brasileiro. São elas:

Receberam o Troféu José Martinez:

MARIA MAENO (médica, com atuação em saúde coletiva e do trabalhador, é pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho)

CARLOS APARÍCIO CLEMENTE (dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgico de Osasco, reconhecido defensor da saúde e segurança do trabalhador e da inclusão social, diretor do Espaço Cidadania). Concebido pelo artista plástico Enio Squef especialmente para o Dia da Luta Operária o troféu presta homenagem ao sapateiro anarco- sindicalista José Martinez que, no dia 9 de julho de 1917 foi baleado por soldados da antiga Força Pública que reprimiam a greve geral que tomou conta de várias empresas na cidade de São Paulo. Seu falecimento dias depois causou enorme comoção.

Homenagem especial (placa de agradecimento):

ISABEL PERES (fundadora e militante da Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura);

Homenagens póstumas (placa de agradecimento):

CLODESMIDT RIANI (Ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e do Comando Geral dos Trabalhadores – CGT, participou da greve geral de 1953 e da luta pelo abono salarial, em 1962);

VALDIR VICENTE DE BARROS (Preso e torturado pela ditadura militar, foi diretor da CNTI, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e fundador da UGT);

SEVERINO ALMEIDA FILHO (Participou da greve histórica dos marítimos de 1987. Fundador e ex-presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante e fundador da CTB).

 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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