Paulo Paim continua luta por um salário mínimo digno

Data de publicação: 11 Set 2023


Na manhã desta segunda-feira (11), o senador Paulo Paim (PT-RS) recebeu em seu gabinete o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Moacyr Auersvald, e Wilson Pereira, presidente da Contratuh e tesoureiro da Nova Central, para uma conversa sobre a luta do parlamentar pelo salário mínimo. Na oportunidade, Paim reforçou mais uma vez a sua grande preocupação política que é de valorizar o salário mínimo, aproveitando a disposição do governo Lula que pretende dar uma injeção no ganho da classe trabalhadora e aposentada brasileira, entre outros segmentos que sofrem a influência direta do mínimo.

Constituição

Paim lembrou que desde a elaboração da Constituinte vigente, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, batalhou para a elaboração de um texto que contemplasse a valorização do ganho básico do trabalhador. Contou que trabalhou incansavelmente na época, visitando 27 regiões brasileiras e destacou o papel importante do senador Renan Calheiros, como presidente o Congresso Nacional.

“Foram nos governos Lula e Dilma que alcançamos os melhores índices para o salário, que chegou a valer até 350 dólares, saindo dos 60 ou 80 dólares até então praticados”.

Ele lamentou que o que está escrito na Constituição desde 1988, até hoje, infelizmente, jamais foi cumprido, sofrendo um grande golpe junto com a derrubada de Dilma Rousseff, quando o vice-presidente Temer assumiu e revogou a lei que estabelecia que o salário mínimo acompanharia sempre a Inflação mais o PIB nacional. E mais castigada ainda no governo Bolsonaro, quando os aposentados também foram desvinculados.

Economia

Na conversa com os dirigentes da Nova Central e Contratuh, o senador Paim lembrou também que a importância do salário mínimo é fundamental para o desenvolvimento econômico do país, representando muito mais do que o Fundo de Participação dos Municípios e a sua desvalorização é fatal.

"Não comparando, mas relacionando o que se ganha hoje nos EUA e no Brasil, há uma discrepância quase inatingível já que no solo americano o salário mínimo hoje vale em torno de mil dólares, contra o nosso minguado R$ 1.320,00 só agora sancionado pelo presidente Lula, na primeira meta de corrigir as inconsequentes determinações presidenciais dos seus dois antecessores."

Prefeituras

O presidente da Contratuh, Wilson Pereira, quis saber do senador o porquê de muitos prefeitos conspirarem contra o aumento do Salário Mínimo, alegando que a elevação pode significar a quebra de muitas prefeituras. Nisso o senador Paim foi muito direto: “Não há uma só prefeitura neste Brasil que tenha sofrido com os aumentos do salário mínimo. No Sul praticamente não há funcionários assalariados neste nível, geralmente ganham muito mais e no Nordeste é incrível que muitas prefeituras contabilizem o repasse sem consolidá-lo na prática. Há muito funcionário recebendo abaixo do mínimo em inúmeras prefeituras.”

Sobre os alegados encargos sempre reclamado pelos empresários, Paim também argumenta que é inconcebível que num país onde mais se produz alimentação tenhamos tanta fome.  “Mais do que 50% de tudo que se produz acaba nas mãos de poucos, que lucram e concentram renda. É lamentável que ainda haja lamúrias empresariais, quando a especulação financeira é o que sustenta as grandes fortunas”.

Luta incansável de Paim 

Moacyr Auersvald agradeceu a luta incansável do senador Paim pela Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo: " Para nós é muito importante ter ao nosso lado alguém como o senador Paulo Paim. Sempre em defesa das camadas sociais mais simples e sofridas do nosso Brasil. E dentre suas lutas, talvez a maior delas seja pela valorização do salário mínimo. Paim nunca se importou com qualquer "bullying" ao defender que nosso salário chegasse a 100 doláres. um fato histórico. Por isso, toda nossa gratidão ao seu trabalho e envolvimento com o movimento sindical. Se estamos vivendo esse momento hoje é por sua causa".   

Segundo Paim, a valorização da legislação que está prevista na Constituição começa a ganhar força com o retorno do governo Lula. “O presidente Lula já sancionou este ano a lei que restabelece o aumento do SM baseado nos índices inflacionários mais o PIB, o que foi aprovado lá atrás. Hoje a população brasileira é formada por cerca de 80 milhões de pessoas que recebem o salário mínimo. No entanto no desdobramento da responsabilidade desses assalariados, chegamos a uma população de 100 milhões de brasileiros que dependem diretamente do salário mínimo, asseverou o senador.

Daí a sua grande preocupação e dos movimentos sindicais para que a valorização do salário mínimo volte a acontecer e contribua para o desenvolvimento nacional, premiando aqueles que produzem e que cumprem jornadas com uma paga tão diminuta.
 

Nova Central atuante 

"Contem comigo. A Nova Central sempre esteve do lado certo da história. A entidade que tem lado e faz o bem a qualquer momento", enfatizou o senador Paulo Paim 


Por Imprensa Nova Central e Contratuh   
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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