NCST em defesa da democracia com justiça social

Data de publicação: 12 Ago 2022


Reafirmando sua missão de lutar pelos direitos trabalhistas e justiça social, a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) participou nesta quinta-feira, 11 de agosto, do dia de luta em Defesa da Democracia e do Estado de Direito, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.

O evento de leitura da “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito” foi marcado pela união entre trabalhadores, empregadores, movimentos populares, intelectuais, juristas e políticos contra os ataques de Bolsonaro.
 

Com mais de 1 milhão de assinaturas, a Carta pela Democracia para o presidente da NCST, Oswaldo Augusto de Barros, também pode fortalecer a luta pela justiça social. “A NCST apoia o documento e todos os atos pró-democracia. Mas nossa entidade lembra que sem justiça social a democracia é um regime incompleto. Portanto, além de fortalecer nossa democracia, precisamos avançar também na luta por emprego, renda, direitos e inclusão social”, afirmou.


Para o presidente da NCST/SP, Luiz Gonçalves (Luizinho), e a secretária nacional e estadual de Promoção de Igualdade Racial e Gênero, Cátia Laurindo (Nega Show), o ato foi uma clara demonstração que sociedade brasileira não aceitará mais os retrocessos desse governo. “É preciso ir às ruas para mostrar que não vamos aceitar mais tantos abusos. Se o povo não lutasse pelos seus direitos, até hoje estaríamos na escravidão”, ressaltou Cátia.

Confira a seguir a íntegra da carta:
 
Em Defesa da Democracia e da Justiça
 
No ano do bicentenário da Independência, reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição.
 
Quando do transcurso do centenário, os modernistas lançaram, com a Semana de 22, um movimento cultural que, apontando caminhos para uma arte com características brasileiras, ajudou a moldar uma identidade genuinamente nacional.
 
Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidem nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do Sete de Setembro neste ano.
 
Nossa democracia tem dado provas seguidas de robustez. Em menos de quatro décadas, enfrentou crises profundas, tanto econômicas, com períodos de recessão e hiperinflação, quanto políticas, superando essas mazelas pela força de nossas instituições.
 
Elas foram sólidas o suficiente para garantir a execução de governos de diferentes espectros políticos. Sem se abalarem com as litanias dos que ultrapassam os limites razoáveis das críticas construtivas, são as nossas instituições que continuam garantindo o avanço civilizatório da sociedade brasileira.
 
É importante que os Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – promovam, de forma independente e harmônica, as mudanças essenciais para o desenvolvimento do Brasil.
 
As entidades da sociedade civil e os cidadãos que subscrevem este ato destacam o papel do Judiciário brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e a todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais.
 
A todos que exercem a nobre função jurisdicional no país, prestamos nossas homenagens neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão de futuro.
 
Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvarmos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados.
 
Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, estamos a celebrar.
 
Brasil, 11 de agosto de 2022

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A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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