Por falta de peças, Mercedes vai colocar 600 trabalhadores em férias coletivas no ABC

Data de publicação: 25 Fev 2022

Fábrica de São Bernardo tem 8 mil trabalhadores, 6 mil na produção

São Paulo – A fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo deixará 600 trabalhadores em férias coletivas durante 12 dias, de 14 a 25 de março. O contingente representa 10% dos funcionários na produção – a unidade tem 8 mil empregados no total. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o motivo da parada é a falta de componentes eletrônicos, situação que desde o ano passado vem afetando a indústria automobilística.

Ainda de acordo com o sindicato, outro grupo pode ser posto em férias coletivas no final do próximo mês. Coordenador do comitê sindical na Mercedes, Sandro Vitoriano disse que no início do ano a perspectiva era mais favorável para o setor de caminhões. “No final de janeiro a empresa estava discutindo jornadas adicionais e contratações para atender o volume de produção. Mas depois, com o agravamento da falta de peças, já houve cortes no volume e a Mercedes sinalizou que haverá férias coletivas”, afirma. “Com o aumento da demanda, nossa pauta também era para colocar mais trabalhadores na empresa.”

Havia, segundo ele, uma “demanda reprimida” por diversos fatores. Além da pandemia, maior volume de exportações devido ao agronegócio e antecipação de compras causadas pelo chamado sistema Euro 6, um conjunto de normas regulamentadoras sobre emissão de poluentes em motores a diesel.

Para o presidente da IndustriALL Brasil, Aroaldo Oliveira, o caso da Mercedes reforça a necessidade de se implementar uma política industrial no país. “Não estamos discutindo uma queda no mercado ou a falta de capacidade de produzir caminhões. O que acontece agora, em momento que a empresa deveria estar contratando, mostra a total ineficácia do atual governo. Porque não pensa políticas industriais que atendam as demandas das indústrias e do consumo que está colocado no Brasil. Assim, poucos setores estão reagindo, e nesses poucos o governo não tem uma política para estimulá-los”, afirma Aroaldo, que também é diretor-executivo do sindicato do ABC.

Fonte: Rede Brasil Atual 


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