O Brasil que queremos passa pela formação e empregabilidade de jovens

Data de publicação: 16 Dez 2021


“Nossos jovens são a parte essencial do futuro que precisamos construir agora!”

 
O desemprego de jovens é uma das marcas da crise que atinge o Brasil (Foto: Reprodução)


por Renato Meirelles


Como já sabemos, nosso país vive, historicamente, um gap educacional entre as pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica e aquelas que acessam, mais facilmente, as melhores oportunidades do sistema de ensino. Só na cidade de São Paulo, mesmo antes da crise sanitária causada pela covid-19, houve uma queda de 23,2% no número de matrículas no Ensino Médio, segundo dados do IBGE de 2019. Essa situação se agravou com a pandemia.

A conectividade se configurou como um dos aspectos cruciais para ampliar as desigualdades educacionais. Cerca de 44 milhões de estudantes pararam de frequentar uma sala de aula em 2020, encarando o desafio, juntamente com seus professores, de aprender por meio de aulas remotas. Quando consideramos os dados de 2020 da Unicef que mostram que cerca de 4,8 milhões de crianças e jovens brasileiros não têm acesso à internet em casa, e outros tantos milhões possuem acesso precário, a conta não fecha para o que pretendemos ser como sociedade no médio e longo prazo.

A evasão escolar é outro desafio hercúleo que teremos de enfrentar. Um prejuízo social que compromete a qualidade de nosso capital humano e reflete na falta de uma mão de obra capaz de assumir posto de trabalho. Para além disso, cada jovem brasileiro evadido da escola custa cerca de R $ 372 mil por ano ao país, apontou a Fundação Roberto Marinho em 2020. Paralelamente, temos de nos ater à empregabilidade desse grupo. O IBGE, em 2019, mensurou que na cidade de São Paulo, por exemplo, o índice de desemprego é de 35%, um percentual preocupante se comparado com o da população em geral, de 16%.


Uma reconstrução que começa agora


Precisamos olhar para esse cenário de maneira colaborativa. Temos de unir quadros para produzir um impacto coletivo que promova transformações sistêmicas e sustentáveis.

Um 1º passo é encontrar caminhos que possam garantir às juventudes uma educação de qualidade. Para isso, uma aliança entre os 3 setores é uma solução. As empresas têm papel essencial ao lado de associações sociais que já atuem com a causa da educação e da empregabilidade de jovens.

Não é preciso partir do zero. O Instituto Ser + é um exemplo robusto de como, juntos, podemos fazer muito. Estou no Comitê de Marca e Marketing da organização e percebo como todo o planejamento e a implementação dos projetos respondem aos desafios destes tempos.

As empresas apoiam com recursos e vagas qualificadas a inclusão dos jovens no mercado profissional, viabilizando a oferta de cursos complementares e letramento tecnológico que desenvolvem não só como habilidades técnicas, mas, principalmente, como valiosas competências socioemocionais, essencial para o mundo do século 21.


Todos ganham quando as juventudes se tornam prioridades:


– Os jovens, com a oportunidade de se desenvolverem e colocarem o seu potencial na construção de uma sociedade mais justa, além de ocupar postos dignos de trabalho, quebrando ciclos de pobreza;

– A sociedade passa a contar com um capital humano criativo e ativo na tomada de decisões coletivas;

– As associações sociais se fortalecem e ampliam a sua abrangência, ajudando a construírem outros planos de vida bem-sucedidos;

– O país terá mão de obra qualificada e cidadãos politicamente ativos para acelerar o desenvolvimento socioeconômico;

– As empresas formarão equipes mais diversas, com colaboradores que trazem para a corporação novas visões de inclusão e equidade. A produtividade aumenta, à medida que as marcas se fortalecem junto aos seus stakeholders e consumidores, e os resultados se solidificam, mesmo durante as crises.



É por isso que faço um convite: apoiem a formação de jovens. Juntos podemos diminuir as desigualdades educacionais e sociais que enfrentamos há séculos. Contratem a juventude, ela tem potencial para agregar mais solidez e inovação aos
negócios.

Nossos jovens são a parte essencial do futuro que precisamos construir agora!


* Renato Meirelles é prresidente do Instituto Locomotiva e fundador do Data Favela



Fonte: Poder 360

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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