Mortalidade materna entre mulheres negras supera em 78% a de mulheres brancas

Data de publicao: 24 Nov 2021


Para a ONG Criola, é mais uma demonstração do racismo no Brasil. Região Norte é a mais desproporcional: morreram 87% mais mulheres negras grávidas

 
"Historicamente elas já são mais atingidas e nesse período da pandemia o processo ampliou", aponta a coordenadora da ONG Criola, Lúcia Xavier - Foto: Mateus Pereira/SECOM


saúde da mulher negra no que diz respeito à gravidez é um pesadelo no Brasil. Um levantamento da ONG Criola mostrou que as mortalidade de gravidas e puérperas negras pela covid-19, desde o início da pandemia, em março de 2020, superaram em 78% os óbitos das mulheres brancas em todo o país.  Os dados revelam que a região Norte é a mais desproporcional: 87% das mortes são de mulheres negras. Na sequência aparece o Nordeste, com 71% óbitos. Na avaliação da entidade, essa é mais uma demonstração do racismo no Brasil

“No caso da morte materna, ela poderia ter sido evitada. Historicamente elas já são mais atingidas e nesse período da pandemia o processo ampliou e até agora ele ainda continua forte”, aponta a coordenadora da ONG Criola, Lúcia Xavier, ao repórter Jô Miyagui, do Seu Jornal, da TVT.


Enfrentar o racismo, fortalecer o SUS


Pesquisadora do centro de integração de dados e conhecimentos para saúde da Fundaç˜ão Oswaldo Cruz (Fiocruz) , Emanuelle Goes relata que o tratamento desigual entre brancas e negras é muito nítido nas consultas médicas. “A altura uterina, a medição do tamanho da barriga e do tempo da gestação, a pressão arterial são menos aferidas. Então, a conduta profissional leva a menos tempo no consultório e a mais tempo esperando para ser atendida. E a gente vai montando um cenário que nos mostra essa desigualdade. E a única coisa que explica essa diferença entre mulheres negras e brancas é o racismo institucional”, observa.

A avaliação das especialistas é de que a pandemia contribuiu para o agravamento das mortes de grávidas e puérperas. Isso porque a vacinação demorou a chegar e não havia certeza sobre a segurança do imunizante nesse grupo. De acordo com elas, para combater essas diferenças é preciso assumir que o racismo existe e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

Confira a reportagem:






Fonte: Rede Brasil Atual - RBA


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