Bolsonaro admite impotência diante da crise econômica

Data de publicação: 25 Out 2021


O máximo que Bolsonaro tem feito é conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o futuro da empresa energética e sua intenção de privatiza-la. O mandatário neofascista, no entanto, admite que tal hipótese é muito “complicada.”

 
Ao lado de Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes enfrenta seu pior desafio em três anos de governo - Foto: Reprodução YouTube


O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu ser impotente diante da crise econômica que, no rastro da pandemia, leva o país ao limite. Prestes a anunciar mais um aumento nos preços dos combustíveis, a partir da 0h1 desta segunda-feira, Bolsonaro reafirma seu compromisso com o neoliberalismo e adiante que não não vai interferir na execução da atual política de preços da Petrobras e de nenhum outro setor.

O máximo que tem feito é conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o futuro da empresa energética e sua intenção de privatiza-la. O mandatário neofascista, no entanto, admite que tal hipótese é muito “complicada.”
— Alguns querem que a gente interfira no preço, mas não vamos interferir no preço de nada. Isto já foi feito no passado e não deu certo — disse, ao admitir que não tem poderes para influenciar na definição de negócios e de preços da companhia.


Petrobras


Criada em 1953, como empresa estatal responsável por garantir o monopólio da produção petrolífera nacional, a Petrobras se tornou uma sociedade de economia mista em 1997. Desde então, embora o Estado continue sendo o principal acionista, ela deve seguir regras de mercado, assegurando os interesses dos demais acionistas.

— Não tenho poderes para interferir na Petrobras. Tenho conversado com o Paulo Guedes sobre o que propormos fazer com ela para o futuro. É um monopólio, a legislação a deixa praticamente independente. Eu indico o presidente (da empresa), e nada mais que isto — comentou Bolsonaro.

O presidente, nesta manhã, visitou o Parque de Exposições da Granja do Torto, na companhia do ministro Paulo Guedes.

— E privatizá-la não é colocar na prateleira e tudo bem. É complicada a situação. Eu teria privatizado muito mais coisas se não tivesse essa burocracia toda — acrescentou.


Responsabilidade


Ao falar com a imprensa e com apoiadores, durante o percurso, o presidente reconheceu o impacto dos sucessivos aumentos dos combustíveis na inflação brasileira, mas assinalou que o preço dos combustíveis vem subindo em praticamente todos os países.

— Infelizmente, pelo preço do petróleo lá fora e o comportamento do dólar aqui dentro, teremos um novo reajuste do preço dos combustíveis a partir desta segunda-feira. Prevendo isto, nós discutimos bastante um auxílio aos caminhoneiros. Sabemos que é pouco, R$ 400 mensais, mas estamos fazendo isto no limite da responsabilidade fiscal — comentou, a respeito da proposta federal de conceder uma ajuda financeira temporária a cerca de 750 mil caminhoneiros de todo o país, em função da alta do preço do diesel. A categoria considerou a proposta “uma piada”.


Impostos


Bolsonaro também voltou a criticar a fórmula usada para calcular o valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelos Estados.

— Estamos buscando uma forma de minorar este problema. Tanto que, há três meses, entrei com um processo no Supremo (Tribunal Federal), que ainda não se manifestou. Não é justo o ICMS incidir em cima dos próprios impostos federais, da margem de lucro, bem como no frete (…). É uma forma de calcular que não é equivocada, é injusta — disse Bolsonaro.

Ele reafirmou que, desde janeiro de 2019, o governo federal mantém os impostos federais congelados.

— O que não acontece com o ICMS (cobrado pelos Estados). Toda vez que há algum reajuste no preço dos combustíveis é muito grande, os governadores ganham ainda mais (com o imposto). Lamento a demora do STF em decidir esta questão — concluiu.



Fonte: Correio do Brasil
 


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