Flexibilização do distanciamento pode levar à retomada dos casos de covid, aponta a Fiocruz

Data de publicação: 13 Out 2021


Casos de covid seguem como um problema de saúde pública grave. Bolsonaro, por sua vez, continua em sua aposta no negacionismo

 
"Flexibilização das medidas de distanciamento social facilitam a disseminação de vírus respiratórios e, portanto, podem levar a uma retomada do crescimento no número de novos casos de covid", afirma pesquisador da Fiocruz - Foto: Alejandra De Lucca V. / Minsal


surto de covid-19 segue tendência de estabilidade no Brasil. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o cenário é de “pequenas oscilações, em todas as faixas etárias analisadas”. A entidade reafirma a necessidade de cuidados como uso de máscaras e pede a revisão do fim das medidas de distanciamento. “O Brasil como um todo apresenta sinal de estabilização na tendência de longo prazo, ou seja, em relação às últimas seis semanas, e de crescimento no curto prazo, últimas três semanas”.

“Do ponto de vista epidemiológico, a flexibilização das medidas de distanciamento social facilitam a disseminação de vírus respiratórios e, portanto, podem levar a uma retomada do crescimento no número de novos casos”, destaca o coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes. Nas últimas 24 horas, morreram 202 pessoas no país, que chegou a 601.213 vítimas do vírus. Também foram notificados 6.918 novos casos, totalizando 21.582.738 desde o início da pandemia, em março de 2020.

 
Números da covid-19 no Brasil. Fonte: Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass)


Negacionismo de rotina


O Brasil é um dos países mais afetados pela covid-19 no mundo. É o segundo com mais mortes desde o início da pandemia, atrás apenas dos Estados Unidos, e líder em 2021. Isso, sem levar em conta ampla subnotificação, já que o país, em âmbito federal, não adotou uma política de combate ao vírus. Ao contrário, o presidente Jair Bolsonaro aposta no negacionismo e desprezo à ciência. Estimulou e promoveu aglomerações, divulga mentiras sobre a segurança de vacinas e uso de máscaras, além de ser investigado por prevaricação e corrupção na compra de vacinas.

No último episódio, neste fim de semana, Bolsonaro foi até a frente do estádio da Vila Belmiro, em Santos. De acordo com diretrizes do clube, para entrar, os torcedores precisavam estar vacinados. Anti-vacinas, Bolsonaro foi até o local para provocar polêmica. Ele disse que não autorizaram sua entrada, já que ele não tomou e rejeita os imunizantes. Mais uma mentira. O clube disse que não foi informado da presença do presidente, e que poderia abrir uma exceção.


Casos de covid no mundo


“Me falaram que tem que estar vacinado. Por que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou a vacina. Por que cartão, passaporte da vacina?”, disse o presidente. Outra mentira. A vacinação é recomendada por cientistas mesmo para aqueles que já tiveram a doença. Apenas a vacina é capaz de induzir uma barreira contra o vírus. Apesar dessa barreira eficaz, a covid-19 tem poder de circular, mesmo que de forma mais tímida entre vacinados, em especial a variante delta, dominante no Brasil. Aliado a isso, nenhuma vacina tem 100% de eficácia. Logo, passaporte vacinal, como atestam cientistas, é uma medida de proteção coletiva necessária.

Hoje, Bolsonaro voltou a mentir em outra coletiva concedida no Guarujá, litoral de São Paulo, onde desfruta do feriado prolongado. “Qual país não morreu gente? Qual país não morreu gente? Responda! Deixa de ser… Olha, não venham me aborrecer aqui”, disse, ao ser questionado por uma jornalista. O epidemiologista e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Pedro Hallal, responde. “Não é igual em todo lugar. Não é culpa do vírus. Nenhum desses países é minúsculo nem tem estatísticas de saúde ruins. E a mortalidade no Brasil é muito pior do que em todos, seja os que erraram no começo e depois melhoraram, seja os que seguiram a ciência desde o início”, disse, ao apresentar dados de países como Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Chile.

 
Números apresentados por Pedro Hallal com base em estatísticas globais da covid-19.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 


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