TCU suspende auditor que criou relatório falso sobre supernotificação da covid-19

Data de publicação: 14 Set 2021


Documento criado por Alexandre Figueiredo Marques foi repassado a Bolsonaro e divulgado nas redes

 
Marques já estava cumprindo afastamento cautelar, enquanto o TCU fazia investigações sobre o documento falso - Pedro França/Agência Senado


O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Marques foi suspenso por 45 dias, após produzir um relatório falso sobre uma suposta supernotificação de mortes por covid-19 no país. O documento foi repassado ao presidente Jair Bolsonaro, que divulgou nas redes sociais. O relatório foi feito pelo auditor em julho e o TCU imediatamente esclareceu que o material não tinha legitimidade, pois não fora produzido pelo próprio tribunal. Durante a suspensão, o auditor não receberá salário.

Na CPI da Covid, em agosto, Alexandre Marques disse que tinha preparado um rascunho sobre o estudo, mas não havia concluído que as mortes por covid-19 eram supernotificadas. Segundo ele, o documento foi repassado ao pai, Ricardo Marques, que o repassou em seguida ao presidente que, por sua vez, no dia 7 de junho passou a afirmar que o número de mortes pela pandemia era menor do que o divulgado, citando o arquivo que havia recebido e afirmando que era um “documento do TCU”.

Marques já estava cumprindo afastamento cautelar, enquanto o TCU fazia investigações sobre o documento falso. Com a suspensão, a situação dele dentro do tribunal se complica.


Estudo falso


Em seu relato na CPI da Covid, o auditor do TCU disse que enviou o documento “em formato Word” e aberto a edição para seu pai, o coronel da reserva Ricardo Silva Marques. Entretanto, sem seu conhecimento, o arquivo foi transmitido ao presidente Jair Bolsonaro e consequentemente editado, inclusive com a inserção do brasão oficial do TCU.

“A falsificação foi constatada após chegar ao presidente. Eu recebi uma versão já ‘em PDF’ (sem a possibilidade de edição) desse arquivo, com o TCU mencionado no cabeçalho. Meu pai recebeu o arquivo ‘em Word’ e mandou para o presidente. Foi usado indevidamente”, afirmou Alexandre à comissão.

De acordo com o auditor do TCU, as informações foram extraídas do portal de transparência do registro civil. A partir disso, fez um cálculo preliminar de apenas duas páginas. Na oitiva, reiterou que Bolsonaro foi irresponsável ao divulgar um estudo falso. “Foi atribuído ao TCU um documento que não era oficial do órgão”, disse ele, que não soube responder quem foi o responsável pela edição.



Fonte: Rede Brail Atual - RBA
 


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