Na falta de vacinas, avançar com a segunda dose deveria ser prioridade

Data de publicação: 13 Set 2021


País chega a 585.846 vítimas da covid-19. Estados e municípios cobram do governo federal as doses para cumprir PNI

 
Além de mais de 8,5 milhões de pessoas atrasadas para a segunda dose, faltam vacinas, sobretudo da AstraZeneca, em todo o país - GOVSP/Fotos Públicas


por Gabriel Valery


Embora o avanço da imunização da população siga apresentando resultados positivos, a pandemia segue letal e é essencial avançar na aplicação das vacinas. Porém, o governo do Brasil peca também neste ponto. Além de mais de 8,5 milhões de pessoas atrasadas para a segunda dose, faltam doses, sobretudo da AstraZeneca, em todo o país. Estados e municípios cobram do governo federal o envio das doses necessárias para o cumprimento do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Enquanto isso, avança a aplicação da primeira dose a adolescentes e da terceira dose, de reforço aos idosos e pessoas com comorbidades. Para especialistas, ambas as frentes são ações inadequadas neste momento. “Antes de vacinar adolescente é importante garantir a segunda dose dos adultos, pois esses tem mais probabilidade de adoecimento. Se os municípios tiverem de fazer uma escolha, escolham completar o esquema vacinal mesmo com vacinas diferentes”, afirma a epidemiologista Ethel Maciel.


Vacinas salvam


Na sexta-feira (10), o Brasil teve 34,68% da população totalmente imunizada com duas doses de alguma das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer, ou dose única da Janssen, segundo o Ministério da Saúde. Já os que tomaram a primeira dose, são 69,92%. É essencial avançar com as segundas doses para uma contenção eficaz da covid-19. Diante da falta de imunizantes da AstraZeneca, o cientista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, argumenta que as prioridades devem ser: “busca dos faltosos e vacinar com CoronaVac. Priorizar a segunda dose com AstraZeneca ou Pfizer em pessoa que foi vacinada com AstraZeneca em um período de 8 a 12 semanas após a primeira dose na população de 30 a 59 anos”.

A recomendação de Croda está embasada na ciência. Todos os imunizantes disponibilizados no Brasil são seguros e eficazes contra o coronavírus, incluindo a variante delta. Estudo de efetividade divulgado hoje por autoridades da Malásia confirmam o alto grau de proteção conferido pelas vacinas da AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac. Na prevenção de mortes, a AstraZeneca se mostrou 99,42% eficiente; a Pfizer, 97,5%; e a CoronaVac 90,44%. A taxa de mortalidade entre totalmente vacinados foi de 0,009%, diante de 2,8% no Brasil pré-vacinas.


Realidade


O Brasil registrou na sexta-feira (10) 672 mortes por covid-19 em um período de 24 horas. Com o acréscimo, o país chega a 585.846 vítimas da doença. Também foram reportados 15.951 novos casos no período, totalizando 20.974.850 desde o início da pandemia, em março de 2020. Os dados são do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

 
Números da covid-19 de sexta (10) no Brasil. Fonte: Conass


Em boletim InfoGripe divulgado na quinta-feira (9), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a tendência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) segue em ritmo de estabilidade. Apesar de manter-se em alerta, o estado mais preocupante até então, o Rio de Janeiro, que conteve a ascensão do contágio. “Destaque para o estado e a capital do Rio de Janeiro, que interromperam tendência de crescimento que se observou em julho e da primeira quinzena de agosto (…) Nove unidades apresentam sinal de estabilidade nas tendências de longo e curto prazo: Acre, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo”, alertam os cientistas.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
 


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