Manifesto da NCST em defesa da democracia, dos excluídos e das excluídas

Data de publicação: 7 Set 2021


Diante das ameças em curso, a Nova Central Sindical de Trabalhadores se posiciona em coerência com seu papel histórico e institucional





por José Reginaldo Inácio, presidente da NCST



Dia 7 de setembro, ressoar o Grito dos Excluídos, jamais calar ou abafar o seu eco. Um brado por independência e inclusão social.


A omissão não é parte da história da Nova Central. Uma nódoa que não cabe aos movimentos sociais populares, tampouco ao sindicalismo.

As faces da boçalidade e do fascismo, que sempre campearam espaços pútridos da tirania e da barbárie para sobreviver, só conseguem se expressar e agir por meio de institutos físicos e mentais deteriorados da racionalidade e do valor ético, porque é da dignidade do ato que se define o traço da humanidade dele derivado.

Nos momentos históricos em que crueldade de um líder alimentou o pior da espécie humana, foi possível ver presente nos seus aliados e apoiadores os piores traços dessa liderança. Uma parcela da sociedade que tem no ego, no privado e na propriedade o seu único motivo para se mover. O que defende se alinha a tudo aquilo que também defende quem lidera, preside ou “governa” um país como sua própria propriedade, um domínio particular, privado, só para si e para os seus.

Desde janeiro de 2019, as maiores atrocidades já ocorridas na história do Brasil, são revisitadas e colocadas em prática para atender os caprichos pessoais do presidente, de sua família e aos anseios do compadrio e da camarilha que o acompanham e o protegem. Não sabemos até quando, já que crimes humanitários e ambientais assolam o país.

Um séquito ungido e móvel por cargos, soldos e poder, e, da mesma forma, um outro, porém ainda mais sedento, centrado e exigente para se abastecer com emendas volumosas e secretas, cuja prioridade não é o bem comum, a proteção social, mas o seu contrário. Tem significado o extermínio, praticamente intencional, de quase 600 mil brasileiros e brasileiras – a CPI da pandemia escancara essa evidência –; o morticínio das comunidades indígenas e a invasão de suas terras; a intensificação da fome, da miséria; o sucateamento dos serviços, bens e patrimônios públicos com nítido abandono do povo.

Ao degradar o meio ambiente (solo, florestas, aquíferos...), suprimir e precarizar direitos, proteção social e previdenciária às classes trabalhadoras, no exato momento em que há maior exposição e intensificação da contaminação por covid-19, dão o sinal para a convulsão social, mas não apenas isso. Também atestam o nível de conveniência e conivência com a expropriação pátria, mostram-se como aqueles que só se vestem com a bandeira do Brasil para entregá-lo como souvenir ou presente aos investidores ou banqueiros internacionais.

A nação brasileira vive seu mais trágico momento. Tem o pior presidente da sua história. É saqueada por aqueles que deveriam ter a sua proteção e a do seu povo como prioridade. O que fazem, de fato, o executivo e a maioria do legislativo, é destruir as bases constitucionais que a preservam. Tudo sob a tutela de parte significativa do judiciário. Instituem marcos regulatórios e leis para a entrega de suas riquezas: água, solo, energia, fauna, flora... a preço vil, sem sequer importar com a consequente quebra da soberania nacional. Agudizam o sofrimento social ao deixar se impor no país o temor coletivo e o prenúncio de dias piores, em que a incerteza e insegurança fazem parte do porvir.

Não se pode aceitar, tampouco permitir, o que faz o presidente, parte de seus familiares, apoiadores e seguidores ao praticar e incitar a homofobia, misoginia, xenofobia, racismo, machismo e a aporofobia (a aversão ao pobre). Crimes cruéis. Daí tem sido transformada a imagem do que se vê e se tem do e no Brasil.

A independência de uma nação só existe quando a soberania popular é expressa na emancipação humana e política de quem trabalha, produz e gera sua riqueza.

As ruas são, também, as veias nacionais dessa Pátria e não se pode permitir que a mão armada, sectária, miliciana e escravista a bloqueiem.

Lutar pela democracia, recuperá-la e mantê-la, impedir a sevicia, a opressão, a tortura, a tirania e o fascismo sempre estiveram entre as palavras de ordem que orientaram a história do sindicalismo.  

Defender a democracia e combater a violência, a desigualdade e todas as formas de injustiça são determinantes de nossa ação e, por isso, estar e ecoar o GRITO DOS EXCLUÍDOS, é reiterar que o sindicalismo, desde sua origem, sempre foi decisivo e signatário dos principais atos históricos nos quais o socorro humanitário precisou de orientação e ação qualificada para superar o sofrimento coletivo. Vivemos esse momento no Brasil.

Independência, liberdade e vida ao povo BRASILEIRO.

Democracia sempre!

Ditadura nunca mais!


José Reginaldo Inácio
#7SForaBolsonaro #ImpeachmentJá 




Imprensa NCST

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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