SP: Mais uma vez proposta de reajuste salarial apresentada pelo SETPESP foi rejeitada

Data de publicao: 21 Jul 2021




Em reunião virtual realizada na terça-feira (20), representantes dos sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (FTTRESP), recusaram a proposta apresentada na 4ª reunião de negociação com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo (SETPESP). Os representantes dos patrões apresentaram uma contra proposta de reajuste salarial de 4% em outubro/2021, 3,59% em janeiro/2022, todos sobre o salário de maio sem retroatividade.

O valor oferecido de Participação no Lucro ou Resultado (PLR) é de R$ 1.050,00 sendo: R$525,00 em outubro e R$ 525,00 só em abril/2022. No vale refeição 8% em duas parcelas (5% em agosto e 3% em janeiro/2022). De acordo com Valdir de Souza Pestana, presidente da FTTRESP e do Sindicato dos Rodoviários de santos e região o reajuste de reposição da inflação de forma parcelado está defasado e não repõem o poder de compra dos salários.

Pestana repediu o argumento de reuniões anteriores em que afirma que o aumento proposto pelos patrões, não dará nem para comprar um bujão de gás. “Lamentável e repugnante ter que ouvir a mesma choradeira do ano passado de que a pandemia, a crise sanitária e econômica prejudicou a faturamento das empresas e que por isso todos devam absorver uma parcela de sacrífico. Os trabalhadores (as) já deram sua contribuição, muitos, inclusive, com suas próprias vidas. Exigimos mais seriedade para acabar com este impasse nas negociações”, afirmou.

Em sua opinião a paciência dos trabalhadores (as) estão a ponto de esgotar, como têm acontecido em inúmeras cidades do interior. Relatou que na cidade de Santos cerca de 130 ônibus municipais, da empresa Piracicabana, não saiu das garagens na segunda-feira (19), e a categoria está em estado de greve desde 24 de junho. “Vamos comunicar a imprensa, passageiros e autoridades locais, que se até sexta-feira (23), a empresa não atender as reivindicações para a data-base de maio, a greve será deflagrada na madrugada de segunda (26). A categoria reivindica reajuste salarial de 7,59% e 11,11% nos benefícios”, disse Pestana.

Nailton Francisco de Souza (Porreta), diretor Executivo do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, comentou que no dia 6 de julho a categoria aprovou estado de greve e conseguiu reabertura das negociações, só que a intransigência patronal e obstáculos como: redução da frota e eliminação dos postos de trabalho dos cobradores, proposto pela administração municipal, aumentou o impasse que deverá ser mediado pelo TRT – Tribunal Regional do Trabalho do Estado de São Paulo.

Segundo Souza, a crise econômica e a pandemia da Covid – 19, mais uma vez foram utilizadas pelos patrões, como argumentos para não atender a pauta de reivindicações dos trabalhadores (as). E que o advogado do sindicato, Dr. Antônio Rosella, aguarda o TRT se posicionar sobre o pedido de intermediação das negociações, que a qualquer momento poderá haver audiência de conciliação para ouvi-los e depois sugerir um possível acordo.

Outra questão atribuída como obstáculos nas negociações apresentado dito por Nailton é que desde 2018 a Lei Federal 13.467/2017 alterou os artigos: 611, 614 §3º e o 620 da CLT. E acrescentou o 611- A, em que define que o negociado tem prevalência sobre o legislado e podem ser assuntos da negociação coletiva, a jornada de trabalho, banco de horas, planos de cargos de salários, trabalho intermitente e sobreaviso e também outras situações previstas na nova legislação.

“Estas mudanças feitas na aprovação da Reforma Trabalhista, durante o governo Michel Temer em 2017, foram aprovadas em um momento de crise política e econômica no Brasil. Seus defensores propagavam que haveria redução no desemprego, aumento nas possibilidades de trabalhos e outros argumentos, ocorre que ela trouxe situações em que a negociação coletiva seja celebrada com partes desiguais, após enfraquecimento do sindicato laboral”, afirmou Porreta.

“Atualmente qual empregador vai aceitar as condições oferecidas pelo empregado? A partir da reforma trabalhista sendo oferecida determinada condição, o trabalhador terá que aceitar essa condição, já que tem apenas essa opção, podendo até ficar sem seu emprego, já que o patrão não estará fazendo algo que contrarie a lei. Sendo assim, o trabalhador fica sem vantagens na hora de negociar”, finalizou Nailton Porreta.



Fonte: Profissão Transportes
 


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