Cesta básica continua em ritmo de alta: preço sobe em 14 de 16 capitais

Data de publicação: 9 Jun 2021


Produtos básicos mantêm tendência de elevação. Salário mínimo necessário deveria ser 4,86 vezes maior, segundo o Dieese

 
Vários produtos do dia a dia aumentaram de preço, dificultando a vida de quem ganha menos. Renda fica mais comprometida - Montagem RBA


por Vitor Nuzzi


Os preços médios da cesta básica continuam subindo, e em maio tiveram alta em 14 de 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (neste mês, excepcionalmente, não foram divulgados os resultados relativos a Belo Horizonte). As maiores altas foram registradas em Natal (4,91%), Curitiba (4,33%), Salvador (2,75%), Belém e Recife (ambas com 1,97%). Já as únicas quedas foram registradas em Campo Grande (-1,92%) e Aracaju (-0,26%). No acumulado em 12 meses, o aumento é generalizado, e em alguns locais variam de 20% a 30%.

A cesta mais cara no mês passado foi a de Porto Alegre, segundo o Dieese (R$ 636,96). Em seguida, vieram as de São Paulo (R$ 636,40), Florianópolis (R$ 636,37) e Rio de Janeiro (R$ 622,76). Aracaju (R$ 468,43) e Salvador (R$ 470,14) tiveram os menores valores em maio.


Salário mínimo


Assim, com base na alta da cesta básica em maio, o Dieese estimou em R$ 5.351,11 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família. Esse valor corresponde a 4,86 vezes o mínimo oficial (R$ 1.100). Em abril, essa proporção era próxima (4,85 vezes).

Já o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta aumentou em praticamente uma hora, para 111 horas e 37 minutos. De acordo com o Dieese, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo comprometeu, em maio, na média, 54,84% da renda para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. O percentual também cresceu em relação a abril (54,36%).


Alta de até 30%


De janeiro a maio, os preços da cesta básica sobem até 12,68% (Curitiba). Em alguns lugares, ficaram próximos da estabilidade – São Paulo acumulou aumento de 0,78%. Houve queda em Brasília, Campo Grande, Fortaleza e Salvador. No período de 12 meses, a alta vai de 6,50% (Recife) a 33,36% (Brasília). E supera os 20% em Porto Alegre, Florianópolis e Campo Grande. Na capital paulista, soma 14,39%.

Entre os produtos, o açúcar subiu de preços nas 16 capitais, variando de 0,95% (Natal) a 7,43% (Curitiba). “Houve maior demanda pelo produto e menor oferta, uma vez que a moagem começou tardiamente e a produtividade nos canaviais foi reduzida. Com isso, os preços subiram no varejo”, diz o Dieese.


Óleo, café, pão, carne


O preço médio do óleo de soja aumentou em 15 capitais. A exceção foi Aracaju (-2,56%). As principais altas foram apuradas em Curitiba (12,75%), Porto Alegre (4,95%), Campo Grande (3,33%) e Florianópolis (3%). “Mesmo com a oscilação do valor da soja no mercado internacional e a redução da demanda de óleo para a produção de biocombustível, os produtores do setor alimentício tiveram dificuldades em conseguir matéria-prima, o que se refletiu no preço”, informa o instituto.

Já o preço médio do quilo da carne bovina de primeira também aumentou nas 16 cidades de abril para maio, com destaque para . Salvador (6,09%), Curitiba (5,70%), Florianópolis (4,76%) e Vitória (4,57%). E o café teve alta em 15, com queda novamente em Aracaju (-0,86%) e as maiores variações em João Pessoa (5,07%), Fortaleza (4,52%), Brasília (3,90%) e Curitiba (3,78%). “A retração foi verificada em Aracaju (-0,86%). A queda na oferta e o clima desfavorável para a lavoura elevaram o preço do grão.”

O valor do pão francês, por sua vez, subiu em 13 capitais. Essas altas variaram de 0,36% (São Paulo) a e 1,67%, em Recife. As quedas foram apuradas em Campo Grande (-1,99%), Florianópolis (-1,31%) e João Pessoa (-0,09%). “Entre as razões para os aumentos estão o crescimento do consumo de pão nas residências durante a pandemia, apontado por alguns estudos, e a alta nos valores médios da farinha para panificação, que começou a acompanhar as valorizações do trigo.”



Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
 


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