TCU desmente Bolsonaro. E país passa de 474 mil mortes por covid

Data de publicação: 8 Jun 2021


Bolsonaro disse a apoiadores que teria em mãos relatório do TCU que apontaria para que metade das mortes por covid-19 não teriam sido provocadas pelo vírus. Mais uma declaração negacionista desmentida; desta vez pelo próprio tribunal

 
"O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que 'em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid', conforme afirmação do Presidente" - Anderson Riedel/PR


por Gabriel Valery


O Brasil registrou 1.010 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas. Com o acréscimo, o total de vítimas no país chegou a 474.414 desde o início da pandemia, em março de 2020. Os dados foram notificados pelos estados e consolidados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Além das mortes, o dia ficou marcado por mais uma mentira do presidente Jair Bolsonaro sobre os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Pela manhã, Bolsonaro disse a apoiadores no “cercadinho” do Palácio da Alvorada que “em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid”. Bolsonaro chegou a afirmar que teria em mãos um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que comprovaria sua fala.

Entretanto, o órgão desmentiu o presidente em nota divulgada no fim da tarde. “O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”, diz o tribunal. Mesmo desmentindo, o órgão foi criticado pela demora em desconstruir a narrativa do presidente.

Ontem á noite, o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a conduta de Bolsonaro não se trata de mero equívoco científico ou de gestão. Em entrevista ao programa Revista Brasil TVT, o senador afirmou que o interesse do governo Bolsonaro em promover foi motivado “por dinheiro”. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção. Passando a mão. Esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI”, afirmou. Assista AQUI.


Números


O número de casos confirmados se aproxima de 17 milhões. Os dados apontam para 16.984.218, com acréscimo de 37.156 no último período. Os números desta segunda-feira (7) são considerados elevados. Especialmente porque nos dois primeiros dias da semana, existe uma defasagem nos dados relacionada ao menor número de trabalhadores da medicina diagnóstica atuantes aos domingos.

 
Números da covid-19 no Brasil. Fonte: Conass


Os dados da covid-19 no Brasil apontam para um momento de estabilidade, de platô em um patamar elevado de mortes e casos diários. Embora a média de mortes, calculada em sete dias, esteja no menor patamar desde o dia 10 de março (1.660), os casos apontam para elevação desde o dia 26 de abril. “Nas últimas duas semanas o Brasil apresentou uma média diária de 63 mil casos e 1,9 mil óbitos diários, isto é, com valores similares às semanas anteriores, o que caracteriza a formação de um platô com elevadas taxas de incidência e mortalidade por Covid-19“, informa a Fundação Oswaldo Cruz.


Tendências


Desde a semana entre os dias 4 e 10 de abril, o número de mortes nos períodos seguintes apresentou redução. Na última semana, foram 11.474 vítimas, um cenário mais confortável do que o daquele período, que ficou marcado como o pico de mortes desde então, com mais de 21 mil mortes. Entretanto, o número ainda está acima do pico da chamada primeira onda, registrada entre abril e agosto do ano passado. Na época, a semana com mais mortes foi marcada com pouco mais de 7 mil.

Para piorar, o último boletim da Fiocruz aponta para tendência de piora do surto nas próximas semanas. “A Fiocruz alerta para cenário preocupante no país. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 21, período de 23 a 29 de maio, a análise mostra que a maioria dos estados está ou em situação de retomada do crescimento ou em estabilização com níveis ainda muito elevados de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e covid-19. Apenas Roraima apresentou sinal de queda”, afirmam.


Isolamento


Na semana anterior, cinco estados apresentavam tendência de queda, que foi interrompida em nova análise. “O estudo anterior apontava que cinco estados ainda apresentavam sinal de queda. O novo Boletim destaca que Amazonas, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul registraram aumento no número de macrorregiões de saúde com sinal do crescimento de SRAG em relação à semana passada.”

O coordenador do InfoGripe da Fiocruz, Marcelo Gomes, que analisa o panorâma das doenças respiratórias no Brasil, reafirma a necessidade de medidas para conter a disseminação do vírus. “Diante do atual contexto, recomendamos cautela em relação às medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da Covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos, bem como a necessidade de reavaliação das flexibilizações já implementadas nos estados”, disse.
 
Mapa de tendências para a covid-19 nas próximas semanas. Fonte: Fiocruz




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA
 


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