Brasileiro empobrece e contrai dívidas

Data de publicação: 6 Maio 2021

Distribuição de comida Cidade de Deus (RJ). Foto Nicoló Lanfranchi/The Guardian


Desempregado, subempregado, com menos renda, endividado. Esse roteiro, previsível em qualquer manual básico de economia, se aplica hoje ao brasileiro. Em abril, 22,3% das pessoas com renda até R$ 2.100,00 estavam se endividando, informa a Fundação Getúlio Vargas. Brasileiro mais pobre sofre também com Auxílio Emergencial menor.

O endividamento cresce em todas as faixas de renda do Brasileiro. Porém, é dramático entre os mais pobres. A capacidade desse grupo de formar poupança pra algum imprevisto é bem menor.


Roteiro


No ano passado, com as parcelas de R$ 600,00 do Emergencial, muitas famílias conseguiram ter o mínimo pra sobreviver e até puderam equilibrar o orçamento. Para a maioria, o governo pagou a primeira rodada do Auxílio até dezembro passado. O benefício voltou em abril deste ano, mas bem menor. Em 2020,  consumiu quase R$ 300 bi. Neste ano, deve consumir R$ 44 bilhões.


Exemplo


Moradora de comunidade de Paraisópolis, SP, de 32 anos, está endividada. Ela e o marido têm renda mensal de R$ 2.000,00, mas devem R$ 20.000,00 a bancos.


Piora


A baixa atividade econômica e o enfraquecimento do mercado de trabalho devem fazer com que o orçamento das famílias siga precário. A  taxa de desemprego está em 14,4%, segundo o IBGE. São 14,4 milhões de desempregados.

“No ano passado, a renda do emprego foi compensada pelo Emergencial, mas este ano será apenas parcialmente compensada”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa. “Isso gera um buraco no orçamento familiar.”

De fevereiro pra março, a Serasa computou mais de 1 milhão de inadimplentes – 62,56 milhões de pessoas. Segundo maior avanço mensal da série histórica.  A inadimplência apurada pelo Serasa é maior nos gastos com cartão de crédito e em contas básicas, como água e luz.




Fonte: Agência Sindical com informações do IBGE Valor Econômico
 


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