Em evento virtual, NCST defende luta permanente contra as desigualdades

Data de publicao: 11 Dez 2020



Com representantes e nacionais e estaduais, a Nova Central Sindical de Trabalhadores apontou alternativas para redução das desigualdades, da violência contra as mulheres e reivindicou a implementação urgente de um programa nacional de vacinação contra a Covid-19.






Nesta quinta-feira (10/12) representantes nacionais e estaduais da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST participaram do ato nacional virtual “A violência contra as mulheres e seus efeitos”. O evento, organizado pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais e transmitido ao vivo nas redes socais da NCST, marca os 21 Dias de Ativismo pela Vida das Mulheres, campanha que inclui o Brasil e demais países.
 

Assista:


 


 
A Diretora Nacional de Assuntos da Mulher da NCST, Sônia Maria Zerino, aproveitou a oportunidade para defender políticas públicas que promovam o combate ao racismo estrutural, a desigualdade de gênero e a proteção social por meio da continuidade do Auxílio Emergencial de R$ 600,00, de maneira a assegurar a necessária segurança alimentar de milhões de brasileiros e brasileiras, sobretudo dos grupos mais vulneráveis aos impactos econômicos e sanitários resultantes do agravamento da pandemia, bem como dos retrocessos da política financista e neoliberal vigentes no país.

 
Sônia Maria Zerino, Diretora Nacional de Assuntos da Mulher da NCST

 
Em sua participação, Sônia reforçou a necessidade de o governo implementar, com urgência, um Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 e a continuidade do Auxílio Emergencial de R$ 600,00, como forma de mitigar os trágicos danos sociais e econômicos em curso.

"Ao se debater o contexto de violência e Covid-19, a pandemia que estamos vivendo mostra, com muita clareza, o quanto uma crise sanitária acirra as desigualdades já existentes. Nesse contexto, adoecer e morrer são socialmente desiguais.  A partir de dados é possível ver que, embora o risco biológico seja igual, o risco social de contágio e de acesso ao cuidado é completamente desigual. A violência contra a mulher era crescente e com a pandemia só agravou", afirmou.

A Diretora Nacional de Mulher da NCST concluiu: "Aproveito a oportunidade para cobrar do governo a implementação imediata de um Palno Nacional de Vacinação contra a Covid-19 e fazer um apelo ao Congresso Nacional que coloque em pauta  a MP 1000, que trata do Auxílio Emergencial."
 
O presidente da NCST, José Calixto Ramos, aproveitou a oportunidade para cumprimentar as lideranças femininas pela agenda nacional de combate às desigualdades e à cultura de violência contemporânea. Na ocasião o líder sindical reivindicou a igualdade de gênero: “Sendo as mulheres 42% da força de trabalho, ainda perpetuamos uma injustificável desigualdade salarial”, lamentou.

 
José Calixto Ramos, Presidente da NCST

 
Calixto finalizou a participação exaltando o trabalho desenvolvido durante os 21 dias de ativismo e externando a admiração às mulheres sindicalistas: “Viva as Mulheres brasileiras!”
 
As participantes destacaram a necessidade de interromper a cultura da impunidade, característica marcante nos julgamentos envolvendo violência contra as mulheres no Brasil. Tal mecanismo estimula, na avaliação delas, a continuidade e a proliferação da violência doméstica. Estes cenário, avaliam, agrava o quadro alarmante de feminicídio, que vem crescendo, sobretudo, neste período de pandemia.
 
As lideranças femininas também defenderam uma maior participação das mulheres na política partidária, alternativa que visa equilibrar forças nas esferas de poder e decisão. O caminho, acreditam, potencializa a elaboração de políticas de proteção específicas e mais eficazes. As lideranças denunciaram a violência sofrida por mulheres negras eleitas este ano. Durante o evento, sugeriram que a administração pública tome, de maneira contundente, as providências penais cabíveis contra os praticantes deste tipo de violência.
 
A Diretora de Assuntos das Mulheres da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado de São Paulo – NCST/SP, Kátia Rodrigues, participou da leitura do manifesto aprovado pelo coletivo, ato final do evento.

 
Kátia Rodrigues (imagem com bordas em verde), Diretora de Assuntos das Mulheres da NCST/SP


"A luta por uma sociedade igual e justa é constante. Nós, mulheres, sempre estivemos na linha de frente de todas as lutas e continuaremos firmes enquanto a cultura que estrutura o racismo e o patriarcado estiverem de pé no país e teimarem em destruir a nossa utopia de um mundo melhor", disse.



Clique AQUI e baixe o manifesto
 




Imprensa NCST

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

SAF-Sul Quadra 02 Bloco D Térreo - Sala 102 - Ed. Via Esplanada - CEP: 70070-600 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000 / Fax: (61) 3226-4004

Back to Top