Artigo: Dia do Professor

Data de publicao: 16 Out 2020





por Francisca Rocha



Respeitar as professoras e professores é necessário e dá esperança. Como um país pode evoluir sem respeitar as professoras e professores, sem valorizar a educação como uma área estratégica para o desenvolvimento autônomo e com justiça social? Todos os países que se desenvolveram investiram maciçamente na educação e nos profissionais desse setor vital para a possibilidade de melhoria de vida das pessoas.

Nesta quinta-feira – 15 de outubro – data em que se celebra o Dia da Professora e do Professor, é essencial uma profunda reflexão sobre o país que queremos e podemos ser. Essa reflexão engloba tudo o que somos e aquilo que almejamos para nossos filhos e netos.

Todo mundo sabe da importância da professora e do professor para que as crianças aprendam a viver e sonhar com outro mundo possível. E isso só pode acontecer se a escola for um local agradável, do encontro, da amizade, da liberdade e do ensinamento sobre o que importa na vida.

E neste momento em que a pandemia do coronavírus nos impõe necessárias e urgentes mudanças de hábitos e de como encarar tudo o que temos pela frente, mais do que nunca, a vida se impõe como um valor acima de tudo aquilo defendido pelas vozes da morte, em nome da economia, contra a natureza, contra a humanidade.

A pandemia agravou a crise que já vinha se impondo no país pelas políticas erradas desse governo de cunho neoliberal. Políticas voltadas para os interesses de poucos e ricos, contrária aos interesses do país e da população trabalhadora, que inclusive vê seus empregos irem embora.

Nesse contexto, as professoras e professores são a ponta do iceberg da resistência aos desmandos, à entrega das riquezas nacionais, à destruição da natureza, dos direitos humanos e da vida, principalmente daqueles que vivem do suor do seu trabalho.

Querem nos destruir, acabar com a educação pública, deixar as filhas e filhos da classe trabalhadora sem escola e, portanto, sem escolha de futuro. Estão destruindo nossas escolas, nossos direitos trabalhistas, diminuindo nossos salários, acabando com a possibilidade de uma aposentadoria decente e tentando tirar nossa dignidade.

Mas somos madeira dura de se cortar. Somos resistência. Somos 2,5 milhões espalhadas e espalhados por este país afora, levando conhecimento, esperança e a vontade de ver este país crescer e cada um se eleger o dono de seu destino, de sua vida e todos juntos construindo o novo.

Sabemos que o futuro depende de nós. Da nossa perseverança em enfrentar baixos salários, condições precárias de trabalho, desmotivação, cortes de verbas onde o país mais deveria investir, mas insistimos, resistimos e lutamos para que as suas filhas e filhos tenham como o que sonhar e oportunidades de uma vida digna.

Isso tudo porque somos professoras e professores. Não desistimos nunca. Insistimos até que entendam a necessidade de que estudar e aprimorar os conhecimentos são fundamentais para não sermos massa de manobra nas mãos de governantes com o propósito de travar nossos sonhos e de melhoria de vida.

Formamos o exército do livro contra as armas, do saber contra o preconceito e a ignorância, de uma vida digna para todas as pessoas, em defesa da infância e da juventude, dos que mais necessitam dos estudos e têm esse direito negado por defensores do não saber. Lutamos pela vida conta os defensores da morte.

Somos as professoras e professores que dispõem recursos dos próprios bolsos para que suas filhas e filhos tenham a chance de ter aulas condizentes com as necessidades da fome de saber que as crianças e jovens têm. Somos professoras e professores e estamos com você nessa luta para mudar o país e valorizar a educação como ela merece.

Sem professoras e professores não tem escola, não tem difusão do conhecimento, não tem desenvolvimento. Trabalhamos com muito amor à nossa profissão.

Nos dedicamos de corpo e alma, superamos todas as adversidades, todos os ataques que sofremos com a certeza de que temos a possibilidade de colaborar com a mudança e com a construção de um mundo onde a vida, o saber, a cultura e o amor prevaleçam, afinal somos professoras e professores.



* Francisca Rocha é Secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacionaldo Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).




Fonte: Portal Vermelho


 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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