Em três meses, 9 milhões deixam o mercado de trabalho.

Data de publicação: 7 Ago 2020



Desemprego pega formais e informais. Número de ocupados é o menor da série. Desalento bate recorde. Massa de rendimentos encolhe R$ 12 bilhões em apenas um trimestre


 
Fila em busca de vagas em São Paulo: população está desistindo de procurar



por Vitor Nuzzi



Com milhões de pessoas que saíram do mercado de trabalho, o país teve a maior taxa de desemprego em três anos, 13,3% no trimestre encerrado em junho. De acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (6) pelo IBGE, o número de ocupados (83,347 milhões) é o menor da série histórica, iniciada em 2012. Em apenas três meses, quase 9 milhões a menos (-9,6%). O percentual de ocupados na população em idade de trabalhar caiu a 47,9%, também o menor da série.

Já a população fora da força de trabalho (77,781 milhões) atingiu o maior número da série. O crescimento foi recorde tanto na comparação trimestral (15,6%, mais 10,5 milhões) como na anual (20,1%, mais 13 milhões).

Outro recorde foi atingido entre os desalentados, que agora são 5,683 milhões, 5,6% da força de trabalho. Mais 913 mil no trimestre (alta de 19,1%) e 806 mil em um ano (16,5%). Com tanta gente saindo do mercado ou desistindo de procurar trabalho, o número de desempregados teve certa estabilidade. O total agora soma 12,791 milhões.


Economia perde R$ 12 bi


Estimado em R$ 2.500, o rendimento médio cresceu 4,6% no trimestre e 6,9% no acumulado em em 12 meses. Mas a massa de rendimentos somou R$ 203,5 bilhões, retração de 5,6% e 4,4%, respectivamente. Apenas do primeiro para o segundo trimestre, isso significa menos R$ 12 bilhões em circulação.

Outro recorde negativo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua é o da chamada subutilização, pessoas que gostariam de trabalhar mais. Esse contingente agora soma 31,946 milhões, crescimento trimestral de 15,7% (mais 4,3 milhões) e anual de 12,5% (3,5 milhões). A taxa de subutilização atingiu 29,1% – recorde.

Os empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado somam 30,154 milhões, menor nível da série. A redução foi de aproximadamente 3 milhões, tanto trimestral como anual.


Sem carteira, autônomos, domésticos


Já os empregados sem carteira (8,639 milhões) também caíram para o menor número histórico. A perda é de 2,4 milhões em três meses (-21,6%) e de 2,9 milhões (-24,9%) na comparação com igual período de 2019.

Mesmo o número de trabalhadores por conta própria, que durante bom tempo sustentou o nível de emprego, sofreu redução. Eles agora são 21,664 milhões, ou 2,5 milhões a menos, queda de 10,3% nas duas comparações.
Os trabalhadores domésticos também chegaram ao menor nível da série do IBGE: 4,714 milhões. As quedas foram recordes: 21% no trimestre e 24,6% em um ano (1,5 milhão a menos).


Indústria, comércio e serviços: perdas


Entre os setores de atividade, apenas a administração pública não teve queda no trimestre. O comércio perdeu 2,137 milhões de vagas (-12,3%), a indústria fechou 1,117 milhão (-9,4%) e os serviços de alojamento e alimentação, 1,349 milhão (-25,2%).

Mesmo com certa estabilidade no número de desempregados, a taxa de desemprego sobe por causa da redução da força de trabalho – que corresponde à soma de ocupados e desocupados. “Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Então, como a força de trabalho sofreu uma queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da população desocupada”, explica a analista Adriana Beringuy.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 


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