Cofen alerta para situação de enfermeiros ante a covid-19

Data de publicação: 30 Jul 2020



País já conta mais de 300 mortes entre profissionais de saúde. Para Cofen, ocorrências teriam sido evitadas com a adoção de protocolos rígidos de segurança


 
Walkirio Almeida afirma que o “Brasil precisa de uma resposta uníssona e articulada à pandemia”



por Ayrton Centeno 



O coordenador do Comitê de Crise da Covid-19 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Walkirio Almeida, classificou de “gravíssima” a situação de enfermagem hoje no Brasil, após a morte de mais de 300 enfermeiras e enfermeiros na batalha contra o coronavírus. Para Almeida, a maior parte das mortes teria sido evitada com “a adoção de rígidos protocolos de segurança”. Na terça-feira (28) já eram 318 os óbitos e 30.043 os casos reportados de contaminação entre os profissionais. É o que indica o Observatório de Enfermagem do Cofen.

É uma situação gravíssima, que temos acompanhado com muita preocupação. Os Conselhos de Enfermagem já inspecionaram 16.120 instituições em todo o Brasil, entre levantamentos situacionais e fiscalizações in loco, desde o início da pandemia e constatamos problemas graves, especialmente no que tange aos equipamentos de proteção individuais (EPIs). Podemos afirmar que grande parte destas mortes teriam sido evitadas com a adoção de protocolos rígidos de segurança.


A que se devem tantas mortes?

O alto índice de contágio e mortalidade entre os profissionais de Enfermagem está relacionado à insuficiência e inadequação dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), bem como ao avanço da epidemia no Brasil, com mensagens contraditórias e falta de apoio governamental ao isolamento social. A sobrecarga de trabalho, que é crônica mas foi agravada no contexto da pandemia, também contribui para a vulnerabilidade, assim como a relutância em afastar profissionais integrantes de grupos de risco, que não deveriam atuar na linha de frente. A fiscalização dos Conselhos de Enfermagem constatou que o défice das equipes chega a 23.961 profissionais, prejudicando assistência na pandemia.


Qual o peso em tantas vidas perdidas do fato de haver, na presidência da república, um presidente que rejeita o isolamento, o distanciamento, geralmente não usa máscara e propõe curas não referendadas pela ciência?

A adoção de políticas de Saúde baseadas em evidências é fundamental para salvar vidas. O distanciamento social é a principal arma contra a pandemia. Acompanhamos com muita preocupação qualquer ação, discurso ou medida que possa enfraquecer o frágil isolamento social. Nós estamos abertos a atuar conjuntamente com o Ministério de Saúde, as Secretarias Estaduais e Municipais, gestores de todos os níveis de assistência e a sociedade em geral. O Brasil precisa de uma resposta articulada à crise sanitária.


Se a média atual não se alterar e pandemia prosseguir durante mais dois meses, mais 150 profissionais de enfermagem podem morrer. O que o Cofen pode fazer a respeito?

Estamos trabalhando para conter esse quadro, por meio de ações contínuas de fiscalização, ações judiciais e sensibilização dos gestores. Já tivemos uma desaceleração das mortes de profissionais de enfermagem em julho e nosso objetivo é que esta tendência se consolide. O escopo de atuação dos conselhos, porém, é limitado. O Brasil precisa de uma resposta uníssona e articulada à pandemia e, neste momento, ela passa pelo isolamento social, além da estruturação dos serviços de Saúde, inclusive por meio de investimentos significativos em insumos e recursos humanos.




Fonte: Brasil de Fato Rio Grande do Sul 

 


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