SP: Marcha das Mulheres Negras acontece online pela primeira vez

Data de publicao: 27 Jul 2020


Nacho Doce / Reuters



por Andréa Martinelli



Devido ao isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo não ocupou, tradicionalmente, as ruas neste 25 de julho de 2020, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O evento, que acontece desde 2015, teve sua primeira versão online. 

O tema escolhido para este ano foi “Nem cárcere, nem tiro, nem covid: corpos negros vivos! Mulheres negras e indígenas! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”, lembrando as mortes recentes de jovens negros pela polícia no Brasil e os protestos que eclodiram pelo mundo após o assassinato de George Floyd.

O evento transmitiu desde debates, atrações infantis, até intervenções de rua pelos perfis no Facebook, Instagram e YouTube da Marcha.


 Assista o evento completo: 




* Ajuste o volume no canto inferior direito do vídeo acima



Com a marcha virtual, o grupo se junta às iniciativas de outros movimentos sociais que, diante do surto de covid-19, tentam reinventar as celebrações que ocupam as ruas, a exemplo da Parada LGBT.

“Agora de maneira virtual em função da covid-19, apresentamos, para a sociedade, questões que nos afetam diretamente e que queremos ver enfrentadas por todas as pessoas que acreditam em um projeto democrático de País”, diz o manifesto do grupo.

O texto lembra o Caso Miguel, em Recife, critica a ação de governantes diante da pandemia e destaca que a crise sanitária escancarou desigualdades econômicas, sociais e raciais que prejudicam a população negra no País.

″[A pandemia] Mostrou que o racismo estrutural impõe à população negra a maior vulnerabilidade, pois esta é a parcela da população que segue sem acesso a direitos básicos de saúde, saneamento, educação e moradia.”

Segundo os números da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que reúne os registros de óbitos feitos pelos cartórios do País, o número geral de mortes por causas naturais entre 16 de março e 30 de junho subiu 13% na comparação com o mesmo período de 2019.

Entre pessoas que se declaram pretas, por sua vez, o número subiu 31,1% no mesmo período, e entre os autodeclarados pardos, o aumento foi de 31,4%. Entre os brancos, o número de mortes naturais subiu 9,3%, de acordo com comunicado da Arpen-Brasil.

A marcha, que teve início em novembro de 2015, aconteceu nos últimos quatro anos no mês de julho, para homenagear não só o Dia Internacional da Mulher Negra, mas também o Dia de Teresa de Benguela, mulher escravizada que virou rainha e liderou um quilombo de negros e índios na época do Brasil colonial.




Fonte: Huffpost

 


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