SP: Lockdown desagrada a todos, mas é necessário

Data de publicação: 24 Jul 2020





por Artur Bueno Junior



Nos próximos dois finais de semana, teremos um lockdown em Limeira (SP). Do dia (22) e até o dia 2 de agosto, das 18h até às 8h, também estará proibida a venda de bebidas alcoólicas na cidade. O lockdown e a lei seca são as medidas anunciadas em decreto publicado ontem pelo prefeito Mário Botion para conter o avanço do coronavírus em Limeira. É pouco, muito pouco.

O número de casos confirmados, suspeitos, mortes e a ocupação extraordinária de leitos na cidade parecem resultados da falta de consciência de grande parte da população limeirense que pode não ter compreendido a gravidade da situação desde seu início. Não por acaso, Limeira figurou em várias matérias como uma das cidades com menor taxa de isolamento social do estado de SP. Para contribuir com o cenário de avanço da doença, uma flexibilização desastrosa das atividades não-essenciais levou milhares de pessoas a ruas, estabelecimentos comerciais e shoppings, dando a impressão que os casos de Covid-19 tinham ficado no passado. Uma ilusão que se mostrou trágica.

A USTL – União Sindical dos Trabalhadores de Limeira apontou e alertou, tanto o poder executivo quanto o legislativo, sobre medidas que deveriam ser tomadas para a maior segurança da população na flexibilização das atividades não essenciais. A flexibilização deveria acontecer de maneira gradual, consistente e consciente; dentro de um programa que respeitasse os números indicativos de casos e mortes – eles são o termômetro para as decisões. Se tivéssemos sido mais rígidos no início, talvez o quadro geral da cidade fosse outro.

Há, em toda essa questão, o efeito sanfona do abre-e-fecha que, como já dissemos, não resolve o problema da economia e piora o problema da saúde – já que faz o vírus circular ainda mais, em nosso entendimento.

Enfim, a iniciativa do decreto do lockdown parcial, agora, é uma alternativa necessária, embora tardia e de eficácia duvidosa; aparentemente, a população ficará ansiosa e não deixará as ruas. Filas já podem ser vistas em supermercados. Também fica o questionamento sobre a circulação do vírus durante a semana; tudo vai funcionar como se não houvesse Covid-19 ou leitos superlotados? O governo municipal vai tomar as rédeas para resolver as aglomerações, especialmente no transporte público?
 
Por falar em governo municipal, por fim, o prefeito Mário Botion precisaria comunicar melhor o funcionamento deste decreto; o que se espera de fato com ele. Qualquer ação para retirar pessoas de circulação nesse momento pode ser boa, mas entendemos que para baixar a crescente curva das contaminações em Limeira o ideal talvez fosse um lockdown rígido de uma semana ou dez dias.

A situação, infelizmente, é de vida ou morte.
 


* Artur Bueno Junior é presidente do Stial – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Limeira e região e presidente da USTL – União Sindical dos Trabalhadores de Limeira





Fonte: Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Limeira e Região - Stial, entidade filiada à NCST

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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