'Renault mostra insensibilidade social com demissões em massa', dizem Centrais sindicais

Data de publicação: 23 Jul 2020



As centrais sindicais emitiram nota conjunta, nesta quarta-feira (22) repudiando forma intransigente de agir da atual direção da planta da Renault em São José dos Pinhais/PR ao demitir 700 trabalhadores na última terça-feira (21). “Sabemos que a empresa tem recebido incentivos fiscais do governo do Estado do Paraná exatamente para gerar e manter empregos”, dizem as lideranças das centrais sindicais.




Trabalhadores em greve na Renault de São José dos Pinhais-PR/Foto SMC/Divulgação



Os sindicalistas ressaltam no documento que a montadora tomou a decisão antes do prazo de 72h aprovado na sexta-feira, 17, em assembleia da categoria, para que a empresa voltasse a negociar com o  Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba/PR (SMC) alternativas para a manutenção dos empregos.


Leia mais: Renault: metalúrgicos iniciam greve por tempo indeterminado após 700 demissões


E se colocaram a disposição dos trabalhadores metalúrgicos, liderados pelo SMC, para fortalecer a greve, inclusive com manifestações nas lojas revendedoras da Renault de todo o País. “Vamos ajudar a mostrar à sociedade a insensibilidade social da empresa, principalmente neste sério momento de pandemia, em que as perdas de emprego e de renda são ainda muito mais preocupantes e podem levar famílias inteiras a riscos sociais muito graves.”

A nota foi assinada pelos dirigentes da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CSP-Conlutas, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, CGTB, Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora e PÚBLICA, Central do Servidor


Confira a íntegra da nota


Solidariedade à greve dos metalúrgicos da Renault

As centrais sindicais abaixo assinadas estão solidárias à greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Renault de São José dos Pinhais/PR contra as 700 demissões anunciadas pela montadora na terça, 21 de julho de 2020.

Vale destacar que o anúncio das demissões ocorreu antes do prazo de 72h aprovado na sexta-feira, 17, em assembleia da categoria, para que a empresa voltasse a negociar com o  Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba/PR (SMC) alternativas para a manutenção dos empregos.

Repudiamos esta forma intransigente de agir da atual direção da planta da Renault em São José dos Pinhais/PR, pois sabemos que a empresa tem recebido incentivos fiscais do governo do Estado do Paraná exatamente para gerar e manter empregos.

Colocamo-nos à inteira disposição dos  metalúrgicos, liderados pelo SMC nesta greve, inclusive com manifestações nas lojas revendedoras da Renault de todo o País para mostrar à sociedade a insensibilidade social da empresa, principalmente neste sério momento de pandemia, em que as perdas de emprego e de renda são ainda muito mais preocupantes e podem levar famílias inteiras a riscos sociais muito graves.


São Paulo, 22 de julho de 2020


Sérgio Nobre – Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah – Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Adilson Araújo – Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

José Calixto Ramos –  Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Alvaro Egea – Secretário geral  da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Atnágoras Lopes – Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

Nilza Pereira de Almeida – Secretária de Finanças da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

Ubiraci Dantas Oliveira – Presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

Emanuel  Melato  – Coordenação da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora 

José Gozze – Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor





Fonte: Rádio Peão Brasil 

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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