E, de repente, o novo coronavírus!

Data de publicação: 8 Abr 2020



Quanta reviravolta esse vírus causou! Precisamos da conscientização e ação coletiva para enfrentarmos não apenas o novo coronavírus, mas todos os desafios que ele veio a explicitar







por Roberto Alexandre Zanchetta Borghi



Estávamos vivendo uma contestação da ciência.

Estávamos vivendo cortes de gastos em saúde e educação.

Estávamos vivendo sob o dogma da austeridade fiscal a partir do qual os problemas econômicos e sociais estariam encaminhados e teriam alguma solução.

Estávamos vivendo em um mundo em que dia após dia se poluía mais.

Estávamos vivendo em um mundo de trabalho frenético, sem ter tempo para nada nem ninguém.

Estávamos vivendo em um mundo cada vez mais individualista e desigual.

E, de repente, eis que “em pleno século 21”, para espanto de todos, nos deparamos com a pandemia do novo coronavírus.

A pausa forçada nos permite refletir sobre a fragilidade humana e para onde caminhávamos.

***

Agora, a ciência volta a ser a salvação da espécie humana.

Agora, os investimentos em saúde e educação se tornam mais imprescindíveis do que nunca.

Agora, abandonamos as amarras que colocamos a nós mesmos em termos de regras fiscais.

Agora, o mundo respira com um pouco mais de qualidade do ar.

Agora, as pessoas, mesmo que distantes umas das outras, percebem a necessidade de estarem próximas.

Agora, a solidariedade, o olhar ao próximo, sobretudo aos mais vulneráveis, e os esforços coordenados, nacional e internacionalmente, mostram a saída, apesar da insistência e de declarações inconsequentes de alguns líderes.

Quanta reviravolta esse vírus causou!

***

Precisamos, portanto, da conscientização e ação coletiva para enfrentarmos não apenas o novo coronavírus, mas todos os desafios que ele veio a explicitar.

Que superemos essa situação não para retornarmos aonde estávamos, mas para pensarmos que, diante de uma crise tão profunda como esta, novos caminhos são possíveis e, certamente, mais desejáveis do que os trilhados no passado recente.

E que, nesse processo, o Brasil não seja exceção.




Fonte: Roberto Alexandre Zanchetta Borghi é economista. Doutor pela Universidade de Cambridge, Reino Unido, e autor da tese “Growth trajectories in the globalisation era: a macrosectoral analysis of China and Brazil”

 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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