Fórum Social das Resistências emplaca contraponto à pauta neoliberal de Davos

Data de publicação: 23 Jan 2020



Encontro de preparação para o Fórum Social Mundial tem início nesta terça (21) em Porto Alegre. Até 25 de janeiro, movimentos sociais debatem novas estratégias e alternativas diante da ascensão da extrema-direita. Anibal Machado, representante da NCST no CNS e demais integrantes da NCST/RS, participaram do evento e das manifestações na capital gaúcha. 







Fórum Social das Resistências estréia sua nova edição de 2020, nesta terça-feira (21), em Porto Alegre e na região metropolitana da capital gaúcha, imerso em um contexto em que a pauta neoliberal – historicamente sobreposta pelo encontro – vem acompanhada pela ascensão da extrema-direta. Na preparação para o Fórum Social Mundial (FSM), que ocorre no México no próximo ano, a agenda fascista, de exclusão de minorias e retirada de direitos, dita os principais desafios para os movimentos sociais que, até o dia 25 de janeiro, participam do fórum das resistências.

“Os desafios para nós que estamos na resistência, para todos os movimentos, são muito grande. Por isso a possibilidade de estarmos aqui em Porto Alegre, reunindo as lideranças desses movimentos, para fazer um debate, este balanço e, principalmente, tentar construir alternativas e janelas para que já em 2020, possamos mudar um pouco a inflexão dessa correlação de forças, que está desfavorável para nós, não só no Brasil ou na América Latina, mas em todo o mundo”, destaca o conselheiro internacional do FSM e integrante da diretoria executiva da Abong (Associação Brasileira de ONGs), Mauri Cruz em entrevista ao jornalista Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual.




Anibal Machado (de verde), representante da NCST no CNS



Sob o lema “Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”, a nova edição do fórum sai em marcha de abertura a partir das 17h. A programação segue ainda durante toda a semana com mesas de debates, com convidados nacionais e internacionais, assembleia de convergências, assembleia dos povos, para a tradicional reunião do conselho internacional do FSM. Além de apresentar diversas atividades em parques e praças para a troca de experiências e acúmulo de forças dos movimentos de todo o mundo, articuladas ainda com outras iniciativas internacionais.

Só em 2017, mais de cinco mil pessoas participaram deste encontro que nasceu em decorrência do sucesso do Fórum Social Mundial. A experiência, iniciada em 2001, foi a primeira a se apresentar como uma alternativa consolidada ao sistema neoliberal, em vigência sob os governo de Fernando Henrique Cardoso, no Brasil, Carlos Menem, na Argentina e Alberto Fujimori, no Peru, por exemplo, que implantavam o neoliberalismo como o único modelo possível, a despeito de todo o processo de pobreza e desigualdade produzidos.

Com o FSM, os movimentos sociais e a pauta de inclusão e desenvolvimento ganharam fôlego, se consolidando como uma alternativa e de diálogo inclusive com o Fórum Econômico Mundial em Davos que, naquela época, representava “a Meca do neoliberalismo”. Mas hoje, diante do modelo neoliberal mais “selvagem” acoplado a ascensão da extrema-direita, mesmo o encontro de Davos parece um desafio menor perante a pauta de exclusão de minorias, crise dos valores democráticas, emergência climática e retirada de direitos sociais ocasionada pela extrema-direita.

“Hoje tem o neoliberalismo como uma pauta econômica, mas a pauta política é explicitamente fascista, de não só retirada de direitos, mas de eliminação dos sujeitos e segmentos da área social, o que exige que os movimentos e organizações de resistência se reúnam e pensem estratégias que sejam eficazes para a defesa do direito à democracia, da vida e do meio ambiente, que são as pautas principais que estamos tocando”, avalia o conselheiro internacional do FSM.

Na busca de emplacar um pauta que resgate a resistência que marcou as primeiras edições do Fórum Social, Cruz aposta na construção de uma nova utopia, o que talvez seja de fato o principal desafio. “Acho que a questão é reconstruir um novo mundo possível. Parece um grande desafio para a agenda dos fóruns sociais mundiais, porque sem utopia não há possibilidade de qualquer transformação social, a humanidade se move a partir de grandes ideais e eu acho que a necessidade de nós recriarmos a utopia é fundamental”, ressalta.


Você pode acompanhar o evento por aqui.


Confira a entrevista na íntegra:








Fonte: Rede Brasil Atual com adaptações da Imprensa NCST
 


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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